Sete anos depois de ser articulado, o investimento de R$ 100 milhões destinado à construção de uma nova unidade hospitalar em Rondônia ainda não saiu do papel.
O recurso foi buscado em 2019 pela então deputada federal Mariana Carvalho, junto ao Ministério da Saúde, durante a gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. O dinheiro foi formalizado por meio de contrato de repasse firmado em dezembro daquele ano, com a proposta de ampliar a estrutura do SUS no estado.
Desde então, o contrato passou por alterações e sucessivas prorrogações. A proposta inicial, voltada à construção do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), também foi modificada para um Hospital de Especialidades de Rondônia, com foco na atenção especializada.
Em maio de 2026, uma nova readequação do projeto foi solicitada. O prazo mais recente para conclusão das etapas necessárias foi estendido até 31 de dezembro de 2026, incluindo ajustes no projeto de engenharia e os procedimentos para futura licitação.
A demora voltou ao debate durante entrevista de Mariana ao Bom Dia Rondônia. A candidata defendeu que o investimento precisa finalmente se transformar em estrutura para atender a população.
“São R$ 100 milhões que nós buscamos ainda em 2019 pensando em quem espera por atendimento. Esse dinheiro precisa virar hospital, leito, estrutura e atendimento”, afirmou.
Mariana também evitou transformar a questão em uma disputa política e cobrou prioridade para a conclusão do projeto.
“Quem está esperando há anos não é um partido ou um governo. É o paciente. É uma mãe, um pai, uma família que precisa do SUS”, destacou.
A expectativa agora é que as etapas técnicas sejam concluídas dentro do novo prazo e que o investimento, articulado há quase sete anos, finalmente avance para a fase de licitação e execução.
Depois de tantos anos de espera, o desafio é transformar os R$ 100 milhões previstos em uma obra concreta para a saúde de Rondônia.







