O comandante da Polícia Militar de Rondônia, coronel Glauber Souto, chamou atenção ao atribuir ao Governo de Rondônia a criação da Atividade Delegada, programa que reforça o policiamento em Porto Velho desde 2025.

Durante entrevista a uma emissora local, o coronel afirmou que a iniciativa seria um projeto da Polícia Militar e do Governo do Estado, com apoio da Prefeitura.

A versão, porém, não corresponde à forma como o programa foi implantado na capital. A Atividade Delegada foi criada em Porto Velho por meio de projeto de lei encaminhado pelo prefeito Léo Moraes, permitindo que policiais militares, civis e penais trabalhem durante as folgas mediante remuneração paga pelo Município.

Na prática, a Prefeitura é responsável pelo programa e pelo pagamento dos agentes, enquanto o Estado participa disponibilizando os policiais.

O próprio comando da PM já reconheceu publicamente o papel do Município, inclusive ao agradecer à Prefeitura por “patrocinar os policiais que estão na folga para reforçar o policiamento”.

A discussão ganha força justamente em um momento de preocupação com a segurança na capital. Após protestos de comerciantes contra a criminalidade na região central, a Prefeitura ampliou as ações da Atividade Delegada, incluindo reforço das rondas durante a madrugada.

No fim das contas, a questão é simples: o Estado disponibiliza os policiais, mas quem criou e paga a Atividade Delegada em Porto Velho é a Prefeitura.