A perícia foi solicitada pela própria defesa, que pediu uma avaliação sobre o estado mental da estudante no momento do crime. O laudo foi aprovado pela Justiça na quarta-feira (26), no processo que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho.
Segundo os peritos, Vitória reconhecia, ainda que de maneira parcial e fragmentada, a gravidade de sua conduta e as possíveis consequências.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), a confusão começou depois que Vitória bateu o carro contra o portão do condomínio onde morava e discutiu com moradores. Odair, que era vizinho, passou pelo local, riu da situação e disse “vixe”.
A partir disso, segundo o MP, a estudante teria xingado o idoso, tentado invadir a casa dele e arremessado garrafas contra o imóvel. Antes de deixar o local, teria dito que voltaria.
Minutos depois, Vitória retornou de carro, ameaçou Odair e os familiares e ordenou que eles se ajoelhassem. O idoso explicou que não conseguia cumprir a ordem por ter problemas nos joelhos. Segundo a denúncia, ela respondeu: “Não vai? Então toma.”
Na sequência, entrou no veículo, acelerou e avançou contra a residência. O carro rompeu o portão e atingiu Odair, que ficou prensado contra uma parede. Ele não resistiu aos ferimentos.
Vitória fugiu após o atropelamento, mas foi presa em flagrante horas depois pela Polícia Militar. Ela permanece presa e responde por homicídio qualificado.
A defesa foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização do caso.







