A diarista Silvia de Amorim Jesus, de 46 anos, condenada a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro, segue em liberdade e está com a tornozeleira eletrônica desligada. A informação foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO).

Segundo o documento encaminhado ao STF na segunda-feira (31), a unidade responsável pelo monitoramento ainda não conseguiu elaborar um relatório sobre a situação de Silvia justamente porque o equipamento está desligado.

O TJRO também informou que, até o momento, não havia viatura disponível para realizar uma diligência no endereço da diarista, em Jaru (RO). A visita teria como objetivo estabelecer contato com ela e verificar o cumprimento das medidas cautelares.

Condenada a 14 anos

Silvia foi condenada pelo STF por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após o trânsito em julgado da condenação.

De acordo com as informações do caso, mensagens e gravações encontradas no celular da diarista foram utilizadas nas investigações. O material apontaria que ela esteve em Brasília durante os ataques e registrou manifestações de apoio à invasão dos prédios públicos.

A condenação a 14 anos de prisão foi definida por maioria dos ministros do STF. A defesa de Silvia informou que pretende pedir a revisão criminal da decisão.

Enquanto a situação é acompanhada pela Justiça, a diarista permanece em liberdade, e o desligamento da tornozeleira deverá ser esclarecido após a realização da diligência e a elaboração do relatório pelo órgão responsável pelo monitoramento.