O vereador Zé Paroca (Avante), eleito presidente da Câmara Municipal de Porto Velho para o biênio 2027/2028, defendeu a autonomia do Legislativo e a manutenção do diálogo com o Executivo ao apresentar suas expectativas para o comando da Casa. As declarações foram abordadas em entrevista ao jornalista Carlos Araújo, na rádio FM 102,5.
Com posse prevista para janeiro de 2027, Paroca sucederá Gedeão Negreiros (PSDB), que passará a ocupar a primeira vice-presidência. Entre as prioridades apontadas pelo vereador estão o fortalecimento da atuação parlamentar e a aproximação da Câmara com a população.
Ao tratar da relação entre os Poderes, o presidente eleito defendeu que a cooperação institucional preserve a liberdade dos vereadores para fiscalizar a Prefeitura, debater propostas e tomar decisões.
Essa posição também foi apresentada em seu pronunciamento após a eleição da Mesa Diretora. Na ocasião, Paroca afirmou que a harmonia entre Executivo e Legislativo deve caminhar junto com a independência da Câmara.
Inclusão social e agricultura familiar
Durante a entrevista, o vereador apresentou um balanço do mandato e citou iniciativas relacionadas à inclusão social, ao esporte e à infraestrutura urbana e rural.
Entre as ações mencionadas estão o fornecimento gratuito de adesivos de identificação para veículos que transportam pessoas com autismo e articulações com o Executivo para a entrega de caminhões à Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric). Segundo o parlamentar, os veículos contribuem para melhorar o escoamento da produção local e atender agricultores familiares.
Paroca também relatou apoio ao custeio de aulas esportivas para crianças em situação de vulnerabilidade e atuação no encaminhamento de demandas por recuperação de ruas e estradas rurais.
Saneamento e habitação entre os desafios
Ao avaliar os problemas de Porto Velho, o vereador apontou saneamento básico, segurança pública e habitação popular como áreas que ainda exigem atenção.
Na avaliação de Paroca, o contato com os moradores deve orientar a identificação das demandas e o acompanhamento das respostas do poder público.
Para o próximo biênio, o presidente eleito afirmou que pretende ampliar a participação popular nas discussões da Câmara e garantir condições para o exercício das funções de representação, fiscalização e elaboração de leis.







