Rondônia registrou 51 km² de desmatamento entre janeiro e agosto de 2026, uma redução de 49% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 101 km². Os dados são de levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Com o resultado, Rondônia teve a terceira menor área desmatada da Amazônia Legal, atrás de Tocantins, com 10 km², e Amapá, com 3 km².

Em toda a Amazônia Legal, foram derrubados 2.053 km² de floresta nos oito primeiros meses do ano. Apesar de o número ser 2% maior que o registrado em 2025, o índice permanece 74% abaixo do observado em 2022, quando a região teve 7.943 km² de desmatamento.

TERRAS INDÍGENAS

O levantamento também mostra que as terras indígenas tiveram participação relativamente pequena no desmatamento amazônico. Entre janeiro e agosto, foram registrados 32,25 km² de área desmatada, equivalente a 1,6% do total da Amazônia.

Entre os territórios com mais de 1 km² de desmatamento aparece a Terra Indígena Sete de Setembro, que abrange Rondônia e Mato Grosso, com 1,84 km². Também aparece a Terra Indígena Aripuanã, entre os dois estados, com 1,02 km².

Nas unidades de conservação, Rondônia registrou destaque negativo na RESEX Rio Preto-Jacundá, com 2,2 km² de desmatamento no período.

DEGRADAÇÃO TAMBÉM DIMINUI

A degradação florestal, relacionada principalmente a impactos provocados por fogo e extração madeireira, apresentou queda ainda maior. Na Amazônia, a área degradada passou de 2.744 km², entre janeiro e agosto de 2025, para 779 km² em 2026, uma redução de 72%.

Os números mostram uma redução importante do desmatamento em Rondônia no período analisado, embora o cenário amazônico continue exigindo monitoramento e ações permanentes de proteção da floresta.