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EUA

Procurados pela Interpol, matadores brasileiros são deportados dos EUA

Foto: Reprodução/PF - Matéria com informações do Metrópoles

Dupla de Governador Valadares foi entregue à Polícia Federal em Confins (MG) e levada ao sistema prisional

Dois brasileiros procurados pela Interpol e foragidos da Justiça foram presos pela Polícia Federal (PF) na noite dessa quarta-feira (8/10) no Aeroporto Internacional de Confins (MG), após serem deportados dos Estados Unidos.

Condenações por homicídio

O primeiro detido é natural de Governador Valadares (MG) e havia sido condenado por homicídio qualificado cometido em 2010, no estado de Goiás. Já o segundo, também de Governador Valadares, tinha mandado de prisão em aberto por homicídio e tentativa de homicídio.

Segundo a PF, o crime ocorreu em 2013, quando o homem matou a ex-companheira e tentou assassinar o namorado dela, após não aceitar o fim do relacionamento.

Entrega às autoridades brasileiras

Após a chegada ao Brasil, os dois passaram por exames de corpo de delito e foram encaminhados ao sistema prisional mineiro, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A ação faz parte da cooperação internacional entre a Interpol e a Polícia Federal brasileira, voltada ao cumprimento de mandados de prisão de criminosos que fugiram do país.

EUA

Rei Trump? Entenda o movimento de protesto “No Kings” que tomou as ruas dos EUA

Foto: Mario Tama/Getty Images - Matéria com informações do Metrópoles

Milhares marcharam neste sábado (18/10) contra o que chamam de “deriva autoritária” do governo Trump

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de várias cidades dos Estados Unidos e também de capitais europeias neste sábado (18/10), em protestos organizados pelo movimento No Kings (“Sem Reis”, em tradução livre). O grupo denuncia o que classifica como tendências autocráticas do presidente norte-americano Donald Trump, que, segundo eles, estaria governando com poderes concentrados e pouca tolerância à oposição.

🇺🇸 Origem do movimento

O No Kings surgiu em junho de 2025, durante o desfile em comemoração ao aniversário do Exército dos EUA — evento que coincidiu com o 79º aniversário de Trump. Na ocasião, mais de 2 mil atos foram registrados em diferentes cidades do país, dando origem a uma mobilização permanente contra o que ativistas chamam de “ameaça à república americana”.

Desde então, o movimento cresceu rapidamente, atraindo sindicatos, estudantes, ex-militares e ativistas democráticos. O lema principal, “Nobody is king” (“Ninguém é rei”), se tornou símbolo da resistência civil ao que chamam de expansão do poder presidencial sem limites institucionais.

⚖️ Críticas ao governo Trump

Os manifestantes afirmam que o presidente vem usando as Forças Armadas e a máquina federal para consolidar uma forma de governo personalista e autoritária. Entre as principais acusações estão:

  • Intervenções federais em estados governados por opositores;
  • Uso político das forças de segurança;
  • Restrição de direitos civis e migratórios;
  • Desrespeito ao devido processo legal;
  • Enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Os Estados Unidos nasceram de uma revolução contra um rei. Agora, vemos alguém tentando agir como um”, afirmou a ativista norte-americana Lena Morris, uma das organizadoras do ato em Washington.

🌍 Protestos internacionais e repercussão

O movimento ultrapassou as fronteiras americanas. Em cidades como Londres, Madri, Barcelona e Paris, norte-americanos residentes no exterior e simpatizantes europeus realizaram manifestações de solidariedade, empunhando faixas com dizeres como “Democracy is not a monarchy” (“Democracia não é monarquia”).

No Canadá, protestos ocorreram em frente às embaixadas dos EUA, especialmente em Ottawa e Toronto, reunindo grupos que pedem a defesa das liberdades democráticas e o respeito às instituições.

🏛️ Reação do governo e aliados

A Casa Branca reagiu com veemência. Em nota, o presidente Donald Trump rejeitou comparações com monarcas, afirmando que sua autoridade “emana do voto popular” e acusando os manifestantes de tentar “desestabilizar o país com pautas ideológicas radicais”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, também criticou o movimento, chamando as manifestações de “antiamericanas e perigosas”. Em estados de maioria republicana, como Texas e Flórida, governadores mobilizaram a Guarda Nacional para “garantir a segurança pública” durante os atos.

🔎 O que está em jogo

Analistas políticos avaliam que o movimento No Kings representa o maior desafio civil à liderança de Trump desde sua reeleição. Para muitos, os protestos refletem temores crescentes de erosão democrática e de concentração de poder no Executivo, em um momento de tensão política e polarização sem precedentes.

“É um alerta simbólico — o povo dizendo que os Estados Unidos não foram feitos para ter reis”, resumiu o cientista político Robert Langston, da Universidade de Georgetown.

Com os protestos crescendo dentro e fora do país, o debate sobre os limites do poder presidencial nos EUA deve ganhar ainda mais força nos próximos meses.

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EUA

Trump concede Medalha Presidencial da Liberdade a Charlie Kirk, morto em ataque em setembro

Foto: Kevin Dietsch/Getty Images - Matéria com informações do Metrópoles

Viúva do ativista recebeu a maior honraria civil dos EUA em cerimônia na Casa Branca

Homenagem póstuma na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta terça-feira (14/10) a Medalha Presidencial da Liberdade — maior honraria civil do país — ao ativista conservador Charlie Kirk, fundador da organização Turning Point USA. A condecoração foi entregue postumamente à viúva, Erika Kirk, em cerimônia na Casa Branca.

A data escolhida para a homenagem coincidiu com o dia em que o ativista completaria 32 anos. Em seu discurso, Trump exaltou a trajetória de Kirk e o descreveu como “um guerreiro destemido pela liberdade e um patriota americano da mais profunda convicção”.

Reconhecimento e emoção
O republicano destacou a influência de Kirk entre os jovens conservadores norte-americanos e classificou o assassinato do ativista como “um ataque à liberdade de expressão e aos valores dos Estados Unidos”.

“Charlie foi assassinado no auge de sua vida por falar a verdade com ousadia, por viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte”, afirmou Trump.

Ao entregar a medalha a Erika Kirk, Trump elogiou a coragem da viúva, que recentemente assumiu a liderança do Turning Point USA. “É uma honra estar acompanhado de uma mulher que suportou dificuldades indizíveis com uma força inacreditável. Erika, seu amor e coragem inspiram toda a nação”, disse.

Erika agradeceu a homenagem e ressaltou o legado do marido: “O apoio do presidente Trump e de milhões de americanos nos dá forças para continuar o trabalho que Charlie iniciou.”

Presença internacional
O presidente da Argentina, Javier Milei, que havia se reunido com Trump mais cedo, permaneceu na Casa Branca para participar da cerimônia. O gesto simbolizou o alinhamento político entre os dois líderes e o apoio mútuo em pautas de direita.

Histórico da honraria
Criada em 1963 pelo presidente John F. Kennedy, a Medalha Presidencial da Liberdade reconhece indivíduos que contribuíram de forma excepcional para a segurança nacional, a cultura, os direitos civis ou a paz mundial.

O assassinato de Charlie Kirk
Kirk foi baleado em 10 de setembro, enquanto discursava em um evento estudantil na Universidade Utah Valley, em Orem (Utah). O tiro partiu de um prédio localizado a cerca de 180 metros do auditório. O ativista chegou a ser socorrido em estado crítico, mas morreu horas depois no hospital.

O atirador, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso no dia seguinte. Segundo o FBI, o DNA do suspeito foi encontrado na arma usada no crime, um rifle de alta potência. Próximo ao local, os investigadores encontraram munições com frases provocativas escritas à mão, incluindo “Ei, fascista! Pegue!” e “Oh bella ciao”.

A morte de Charlie Kirk provocou ampla comoção entre políticos conservadores e líderes religiosos, que o classificaram como “mártir da liberdade de expressão”.

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EUA

Trump chega ao Egito para assinar acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas

Foto: Chip Somodevilla/Getty Imagens - Matéria com informações do Metrópoles

Cúpula da Paz reúne mais de 20 líderes mundiais em Sharm el-Sheikh e marca nova fase no Oriente Médio

Assinatura do acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta segunda-feira (13/10) a Sharm el-Sheikh, no Egito, para participar da Cúpula da Paz que oficializará o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. A cerimônia contará com a presença de mais de 20 líderes mundiais, incluindo chefes de Estado do Oriente Médio, Europa e Ásia.

Trump embarcou no Air Force One, escoltado por caças egípcios até a chegada ao país. O evento será co-presidido por Trump e pelo presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, e simboliza o ponto final de um dos conflitos mais duradouros e violentos da região.

Segundo comunicado da presidência egípcia, o objetivo da cúpula é “encerrar a guerra na Faixa de Gaza, intensificar os esforços pela paz e inaugurar uma nova era de estabilidade e segurança no Oriente Médio”.

Líderes presentes

Entre os participantes confirmados estão o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan; o rei Abdullah II, da Jordânia; o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani; o rei Hamad bin Isa Al Khalifa, do Bahrein; o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas; o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto; o presidente da França, Emmanuel Macron; e o líder cipriota Nikos Christodoulides, entre outros.

A lista de convidados foi elaborada pelo governo egípcio e inclui representantes da ONU e do governo norte-americano, reconhecidos pelo papel desempenhado nas negociações de paz e na libertação dos reféns israelenses.

Etapas do cessar-fogo

O acordo — anunciado por Trump na semana passada — já entrou em vigor, com a libertação de 20 reféns israelenses pelo Hamas e a soltura de mais de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua.

A medida integra a quinta fase do plano de paz, que prevê também a retirada gradual das tropas israelenses e o início da reconstrução da Faixa de Gaza, financiada por países árabes e apoiada por organismos internacionais.

“O impossível foi feito”, diz Trump

Antes de embarcar para o Egito, Donald Trump afirmou que o acordo “representa um novo começo para Gaza e para o Oriente Médio”, destacando o papel diplomático dos Estados Unidos.

“Fizemos o impossível. Este acordo não é apenas o fim de uma guerra, mas o início de uma nova era de paz e reconstrução”, declarou o presidente norte-americano.

A assinatura do pacto em solo egípcio simboliza o maior avanço diplomático da década na região e consolida o Egito como mediador central na estabilização política do Oriente Médio.

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