Rondônia
Intoxicação por metanol: Rondônia tem caso suspeito em Candeias do Jamari
País soma 195 notificações; duas mortes já confirmadas em São Paulo
O Ministério da Saúde informou neste sábado (4/10) que o Brasil chegou a 195 notificações de intoxicação por metanol relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Desse total, 14 casos foram confirmados e 181 seguem em investigação. Duas mortes foram oficialmente registradas em São Paulo, enquanto outras 12 ainda estão sob análise.
Entre os casos em apuração está uma ocorrência em Rondônia, registrada no município de Candeias do Jamari — a única notificação na Região Norte até o momento. Além de Rondônia, outros 12 estados e o Distrito Federal comunicaram suspeitas ao Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) até as 16h deste sábado.
📍 Situação por estado
O estado de São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 162 casos — sendo 14 confirmações, dois óbitos reconhecidos e sete em apuração.
Em seguida aparecem Pernambuco, com 11 suspeitas e três mortes em análise, e Mato Grosso do Sul, com cinco casos e uma morte sob investigação.
Outros estados com registros são:
- Goiás: 2 casos
- Paraná: 3 casos
- Bahia: 2 casos (um óbito em apuração)
- Rio Grande do Sul: 2 casos
- Minas Gerais: 1 caso
- Mato Grosso: 1 caso
- Piauí: 1 caso
- Rio de Janeiro: 1 caso
- Paraíba: 1 caso
- Distrito Federal: 1 caso
🚨 Fiscalização intensificada em São Paulo
No epicentro da crise, a Vigilância Sanitária Estadual e Municipal de São Paulo interditou nove estabelecimentos suspeitos de comercializar bebidas adulteradas.
As ações ocorreram em bares e distribuidoras da capital — nos bairros Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca e M’Boi Mirim — e também em cidades da região metropolitana, como Osasco, São Bernardo do Campo e Barueri.
🔎 Investigações em andamento
A Polícia Federal investiga a origem e a rede de distribuição das bebidas contaminadas, com a hipótese de envolvimento de facções criminosas.
Já a Polícia Civil de São Paulo trabalha com outra linha de investigação: quadrilhas especializadas em falsificação teriam usado metanol para limpar garrafas originais, reutilizando-as sem higienização adequada. Resíduos do produto teriam permanecido nas garrafas, provocando as intoxicações.
⚠️ O que é o metanol e por que ele é perigoso
O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um composto químico usado legalmente na indústria — na produção de combustíveis, tintas e plásticos.
Por ser mais barato que o etanol, criminosos o utilizam ilegalmente para adulterar bebidas alcoólicas.
A ingestão de pequenas quantidades pode causar cegueira, falência de órgãos e até morte, devido ao efeito tóxico sobre o sistema nervoso central.
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