O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal Valmir Goes de Jesus, apontado como chefe de um garimpo ilegal de diamantes instalado dentro de uma área de proteção federal em Rondônia.

Segundo a denúncia, Valmir coordenava uma estrutura com cerca de 15 homens e tinha a função de organizar a logística da extração e evitar a chegada das autoridades. Para monitorar a movimentação policial, o grupo utilizava um rádio sem registro na Anatel, equipado com uma antena adaptada para ampliar o alcance do sinal.

A atividade também provocava impactos ambientais. De acordo com o MPF, os garimpeiros utilizavam motobombas e máquinas pesadas, incluindo escavadeiras, causando desmatamento e destruição do solo para retirar os diamantes.

Valmir foi abordado enquanto pilotava uma motocicleta utilizada para circular pelas estradas abertas ilegalmente na região. Conforme o MPF, ele confessou estar no acampamento havia cerca de 15 dias e afirmou que já atuava no garimpo ilegal naquela área há pelo menos cinco anos.

Quatro crimes

O MPF denunciou Valmir por usurpação de bens da União, extração ilegal de minérios, invasão de terras públicas e uso clandestino de telecomunicações. O órgão considera que a estrutura e o tempo de atuação atribuídos ao acusado justificam que ele responda ao processo criminal comum, sem a celebração de acordos judiciais.

Além da responsabilização criminal, o MPF pediu a prisão do denunciado e uma indenização de, no mínimo, R$ 200 mil pelos danos ambientais e pelos prejuízos causados às comunidades indígenas afetadas.

A reportagem tentou contato com Valmir por meio dos telefones relacionados ao processo, mas não houve retorno até a última atualização.

Fonte: Humor Rondoniense