Saúde
Ensaio clínico do Cemetron é publicado em revista científica de renome mundial
Estudo foi conduzido em pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) com apoio do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem)
Um ensaio clínico de tele-reabilitação em pacientes críticos foi realizado no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) em parceria com o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem) e foi publicado em 10 de junho no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das mais prestigiadas revistas médicas e científicas do mundo. O desenho metodológico rigoroso, avaliou os efeitos de uma intervenção de reabilitação multicomponente, integrada e baseada em telessaúde, na qualidade de vida de pacientes adultos 90 dias após a alta hospitalar.
O Tele-Rehab MV Trial foi conduzido em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de 20 hospitais públicos brasileiros, incluindo o Hospital Cemetron, em parceria com o Cepem. O projeto reuniu diversas áreas da linha de cuidado hospitalar para promover uma reabilitação integral do paciente: Medicina Intensiva, Infectologia, Clínica Médica, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia — essencial para a recuperação da fala e da deglutição após intubação —, Psicologia e Nutrição.
SOBRE O ESTUDO
O público-alvo foi composto por indivíduos com insuficiência respiratória hipoxêmica aguda que necessitaram de ventilação mecânica invasiva. O diferencial estratégico foi o acompanhamento do paciente em toda a jornada de recuperação: desde o período crítico na UTI, passando pela internação na enfermaria, até os dois primeiros meses após a alta hospitalar, por meio de consultas virtuais.

Com o estudo, os pacientes podem receber alta hospitalar antes do dia previsto
A coordenadora da UTI do Cemetron, Larissa Macedo explicou que o programa de telessaúde ajudou a reduzir em mais de seis dias o tempo de uso dos respiradores. “Isso significa liberar leitos de UTI mais rápido, diminuir filas de espera e cortar custos. Também houve queda na mortalidade: de 78,3% para 71,8% em 90 dias. Na prática, vidas foram salvas”.
DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE
Com esse modelo, os pacientes ganharam, em média, 5 dias a mais de vida fora do hospital. Isso significa que eles recebem alta mais cedo para terminar a recuperação em casa, o que, além de ser benéfico ao paciente, significa maior rotatividade de leitos.
O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira ressaltou que o artigo evidencia como o modelo foi pensado para funcionar mesmo diante de orçamento limitado e escassez de especialistas. “Isso prova que a telessaúde é uma solução viável para enfrentar desigualdades no acesso à saúde.”
Fonte: SECOM/RO
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