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Chanceler argentino renuncia em momento delicado para Milei
Gerardo Werthein deixa o cargo dias antes de importante eleição legislativa; é a segunda baixa na pasta durante a gestão do presidente Javier Milei.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, apresentou seu pedido de demissão nesta quarta-feira, 22 de outubro de 2025, conforme informou o gabinete presidencial em Buenos Aires. Esta é a segunda saída do cargo de chanceler durante a gestão do presidente Javier Milei, que está no poder há quase dois anos.
Ainda não foram divulgados os motivos da renúncia de Werthein, que antes de assumir o posto de principal diplomata do país sul-americano atuou como embaixador nos Estados Unidos. Também não há informações imediatas sobre quem o substituirá.
Pedido de demissão antes das eleições legislativas
O anúncio acontece a poucos dias de uma eleição legislativa crucial, marcada para este domingo. O partido libertário de Milei busca aumentar sua representação no Congresso, onde detém uma minoria, para dar suporte à sua política de austeridade e cortes acentuados de gastos, visando a melhoria da economia argentina.
Werthein ocupava o cargo há cerca de um ano, tendo substituído a primeira ministra das Relações Exteriores de Milei, Diana Mondino. Mondino foi demitida após seu voto a favor do fim do embargo dos EUA contra Cuba nas Nações Unidas. O jornal local La Nación noticiou que a saída de Werthein era esperada para depois da votação de domingo, mas ele antecipou a renúncia para a noite de terça-feira.
Cenário político de Milei
A demissão do chanceler ocorre em um período sensível para o governo Javier Milei. A popularidade do presidente foi afetada pela insatisfação pública com os impactos dos cortes de gastos, que atingiram principalmente idosos e pessoas com deficiência. Além disso, a gestão enfrenta um recente escândalo de corrupção.
Milei havia sinalizado, no início desta semana, que faria uma mudança no gabinete após as eleições de meio de mandato. O pleito ganha relevância adicional após Washington indicar que o apoio financeiro à Argentina pode depender dos resultados eleitorais. O Tesouro dos EUA firmou uma linha de swap de moeda de US$ 20 bilhões com o país e está trabalhando em uma linha adicional de US$ 20 bilhões com bancos e fundos de investimento.
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