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GARIMPO ILEGAL – Investigações apontam avanço do crime organizado e citam Rondônia em rede de financiamento

PF e MPF miram quem financia, transporta e tenta dar aparência legal ao ouro extraído ilegalmente

Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam que o garimpo ilegal na Amazônia deixou de ser uma atividade isolada e passou a envolver uma complexa estrutura financeira, com participação de grupos criminosos, empresários e investidores.

Entre os estados acompanhados pelas autoridades está Rondônia, que integra a área de atuação de investigações voltadas ao combate à mineração ilegal, juntamente com Amazonas, Acre e Roraima.

Segundo os investigadores, a exploração irregular de ouro envolve altos investimentos em aeronaves, máquinas, combustível, equipamentos e logística, indicando uma cadeia organizada para extração, transporte e comercialização do minério.

O diretor da Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros, afirmou que a atividade ilegal atualmente possui características semelhantes às de grandes empreendimentos, com necessidade de capital elevado e estrutura operacional.

As apurações também identificaram a presença de organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e grupos regionais em diferentes áreas de garimpo no país. Segundo a PF, esses grupos podem atuar no controle territorial, fornecimento de armas, drogas, segurança e financiamento das atividades ilegais.

No caso de Rondônia, o estado é citado dentro da área de atuação do Ministério Público Federal responsável pelo enfrentamento à mineração ilegal na região amazônica. Investigações também apontam que estruturas financeiras ligadas ao comércio ilegal de ouro passaram pelo estado antes de alcançar outros mercados.

Um dos casos investigados pela Polícia Federal teve origem em Rondônia e revelou uma suposta cadeia envolvendo transporte, comercialização e tentativa de regularização de ouro extraído ilegalmente. A operação apreendeu cerca de 77 quilos de ouro, avaliados na época em aproximadamente R$ 23 milhões, durante ações realizadas em diferentes estados.

As autoridades afirmam que o combate ao garimpo ilegal passou a mirar não apenas quem atua diretamente nas áreas de extração, mas também os financiadores e responsáveis pela movimentação financeira dos recursos obtidos com a atividade.

Apesar das operações realizadas nos últimos anos, investigadores alertam que a atividade ilegal tem mudado de localização, buscando regiões com menor presença de fiscalização.

Em Rondônia, o desafio permanece relacionado ao controle de áreas de floresta, proteção ambiental e combate às redes que sustentam economicamente a exploração irregular de recursos naturais.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e desarticular estruturas de financiamento ligadas ao garimpo ilegal.

Fonte: Humor Rondoniense

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