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Trump dá ultimato ao Hamas e grupo aceita plano de paz para Gaza

Foto: EPA/Shutterstock - Com informações da BBC News

Acordo prevê cessar-fogo imediato, troca de reféns e criação de órgão internacional para governar Gaza

O movimento palestino Hamas anunciou, nesta sexta-feira (3/10), que aceitou o plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, horas depois de o republicano impor um ultimato público ao grupo: aceitar a proposta até domingo ou “enfrentar o inferno”.

O plano norte-americano prevê o fim imediato dos combates na Faixa de Gaza e a libertação de 20 reféns israelenses — vivos e mortos — em troca da libertação de centenas de palestinos detidos por Israel. O documento foi negociado entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e apresentado oficialmente na Casa Branca no dia 29 de setembro.

📜 O que diz o Hamas

Em comunicado oficial, o grupo afirmou “apreciar os esforços árabes, islâmicos e internacionais, bem como os esforços do presidente Donald Trump para interromper a guerra e garantir uma troca de prisioneiros”.

O Hamas declarou estar disposto a iniciar imediatamente negociações com mediadores para definir os detalhes da troca e confirmou apoio à criação de uma administração palestina tecnocrática para governar Gaza, com respaldo de países árabes e islâmicos.

“O movimento anuncia sua aprovação da libertação de todos os prisioneiros da ocupação — vivos ou mortos — de acordo com a fórmula proposta pelo presidente Trump”, diz o texto.

⏰ O ultimato de Trump

Em sua rede Truth Social, Trump havia determinado prazo até domingo (5) para o Hamas aceitar o acordo.

“Se este acordo de última chance não for alcançado, um inferno como nunca visto antes se instalará contra o Hamas. Haverá paz no Oriente Médio de uma forma ou de outra”, escreveu o presidente americano.

Segundo estimativas de autoridades israelenses, 48 reféns ainda estão em poder do grupo — 20 deles estariam vivos.

⚙️ Principais pontos do plano de paz

O acordo, com 20 pontos principais, prevê:

  • Cessar-fogo imediato e retirada gradual das forças israelenses;
  • Troca de reféns por prisioneiros palestinos, em até 72 horas;
  • Ajuda humanitária e reconstrução de Gaza sob supervisão internacional;
  • Criação do “Conselho da Paz”, órgão transitório internacional liderado por Trump, responsável pela reconstrução e gestão provisória da Faixa de Gaza;
  • Formação de uma Força Internacional de Estabilização (ISF), com participação de países árabes, para garantir segurança e treinamento das novas forças palestinas;
  • Desmilitarização completa de Gaza, sob monitoramento de observadores independentes;
  • Possibilidade de, no futuro, um Estado palestino unificado, incluindo Gaza e Cisjordânia, desde que desradicalizado e comprometido com a coexistência pacífica.

Trump afirmou que “ninguém será forçado a deixar Gaza” e que a reconstrução será feita por meio de um plano econômico internacional, com criação de zona especial de desenvolvimento e incentivo à permanência da população local.

🌍 Apoio internacional

A proposta recebeu apoio imediato de líderes europeus e árabes, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Egito, Jordânia, Turquia, Indonésia e Paquistão, que emitiram nota conjunta afirmando estar prontos para colaborar com os EUA na implementação do acordo.

A Autoridade Palestina, que governa partes da Cisjordânia, elogiou o esforço diplomático americano, classificando-o como “sincero e determinado”.

⚔️ Contexto da guerra

O conflito entre Israel e Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, quando o grupo palestino lançou um ataque ao sul de Israel que deixou 1,2 mil mortos e 251 reféns. Desde então, mais de 66 mil pessoas morreram em Gaza em consequência dos ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde local.

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