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Trump adverte Hamas sobre plano de paz: “Não vou tolerar atrasos”

Foto: Win McNamee/Getty Images - Matéria com informações do Metrópoles

Presidente dos EUA cobra ação imediata do grupo palestino e busca avançar negociações de cessar-fogo e libertação de reféns

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou neste sábado (4/10) que não aceitará atrasos por parte do Hamas no cumprimento do plano de paz firmado entre Washington e Tel Aviv, que busca encerrar a guerra na Faixa de Gaza.

A declaração ocorre um dia após o grupo palestino anunciar que aceita os termos principais do acordo, incluindo a libertação de reféns israelenses — vivos ou mortos — em troca da soltura de prisioneiros palestinos detidos por Israel.

“Reconheço que Israel interrompeu temporariamente os bombardeios para dar uma chance à libertação dos reféns e ao Acordo de Paz. O Hamas precisa agir rapidamente, ou tudo estará perdido”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

“Não tolerarei atrasos, que muitos acreditam que acontecerão, nem qualquer situação em que Gaza volte a representar uma ameaça. Vamos concluir isso rapidamente. Todos serão tratados com justiça”, completou.


🕊️ O plano de paz norte-americano

O chamado Plano de Paz de Gaza, anunciado por Trump na última segunda-feira (29/9), é composto por 20 pontos. A proposta prevê:

  • cessar-fogo imediato,
  • libertação de reféns israelenses,
  • anistia a membros do Hamas que entregarem suas armas,
  • e a criação de uma administração palestina transitória, composta por tecnocratas independentes e supervisionada por um conselho internacional, batizado de “Conselho da Paz”, liderado pelo próprio Trump.

O texto também estabelece que a Faixa de Gaza deve se tornar uma zona livre de grupos armados, desradicalizada e voltada à reconstrução civil e econômica, com apoio de países árabes e instituições internacionais.


⚖️ Posição do Hamas e impasses

Em comunicado divulgado na sexta-feira (3/10), o Hamas afirmou que apoia o plano “como base para o fim da guerra e a retirada completa das forças israelenses”. O grupo declarou ainda estar disposto a entregar o governo da Faixa de Gaza a um órgão palestino independente, formado por especialistas e com apoio de países árabes e islâmicos.

No entanto, divergências permanecem. Entre elas, a lista de prisioneiros palestinos a serem libertados e a exigência israelense de desmilitarização total do território.

O alto funcionário do Hamas, Musa Abu Marzouk, afirmou que a entrega das armas “só ocorrerá no dia em que um Estado palestino soberano for criado”.


💥 Ofensiva israelense continua

Apesar do avanço diplomático, Israel manteve ataques na Cidade de Gaza neste sábado, contrariando o anúncio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que havia declarado o início da primeira fase do plano.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), coronel Avichay Adraee, alertou que a área ainda é considerada perigosa:

“Para sua segurança, evitem retornar ao norte ou se aproximar das zonas de operação da IDF, inclusive no sul da Faixa de Gaza.”


🌍 Negociações em andamento

O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o conselheiro Jared Kushner — genro de Trump — devem viajar ao Egito neste fim de semana para detalhar as próximas etapas das negociações, que envolvem o cronograma de trégua gradual, libertação de reféns e formação da administração civil interina em Gaza.

Enquanto isso, líderes da Arábia Saudita, Catar, Egito, Turquia e Emirados Árabes declararam apoio à proposta americana e sinalizaram disposição em participar da reconstrução do território palestino.

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