As regras para passageiros indisciplinados ficaram mais rígidas no transporte aéreo brasileiro a partir desta segunda-feira (14). Dependendo da gravidade da ocorrência, quem causar confusão durante uma viagem poderá receber multa de até R$ 17,5 mil e até ficar 12 meses proibido de embarcar em voos domésticos.

A nova regulamentação da Anac cria uma espécie de “no-fly list” nacional, compartilhada entre as companhias aéreas. Na prática, quem for suspenso terá o embarque, o check-in e a compra de passagens bloqueados durante o período da punição.

As infrações serão classificadas em diferentes níveis. Casos mais leves podem resultar apenas em orientação, enquanto agressões, ameaças, danos à aeronave, invasão da cabine ou agressões físicas à tripulação podem levar às punições mais severas.

A medida chega após o aumento dos casos de indisciplina. Entre janeiro e junho de 2026, foram registradas 881 ocorrências, sendo 154 com impacto direto na segurança operacional — alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

E tem mais: as companhias que deixarem de cumprir uma suspensão obrigatória poderão ser multadas em R$ 70 mil.

A mensagem da Anac é clara: viajar de avião não é licença para fazer bagunça. Quem ultrapassar os limites poderá ficar literalmente em terra.