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Polícia Federal pede autorização para investigar prefeito e vice de Vilhena por suspeita de desvio eleitoral
PF aponta indícios de fraude e uso indevido de recursos públicos em campanha de 2024
A Polícia Federal solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) autorização para abrir inquérito contra o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro de Miranda Júnior (PSD), e o vice-prefeito, Aparecido Donadoni (PL), por suspeita de crimes eleitorais e desvio de recursos públicos durante a campanha de reeleição de 2024. O pedido foi encaminhado pelo delegado Alexandre Camões Bessa, com base em decisão da 4ª Zona Eleitoral que desaprovou as contas da coligação Vilhena nos Trilhos, determinando a devolução de R$ 238 mil ao Tesouro Nacional.
Supostos crimes e irregularidades nas contas
O relatório da PF cita possíveis práticas de falsidade ideológica eleitoral, uso de documentos falsos e desvio de verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), crimes previstos nos artigos 350, 353 e 354-A do Código Eleitoral. Entre as principais irregularidades apontadas está o pagamento de R$ 182,9 mil à empresa Impacto Comércio e Serviços Ltda., por supostos materiais de campanha. A corporação identificou que os endereços da empresa são imóveis vazios e que uma das sócias, Noeli Maria do Nascimento, é servidora comissionada da Prefeitura de Vilhena, o que levanta suspeitas de conflito de interesse e uso de empresa de fachada.
Gastos e empresas sob suspeita
As investigações também questionam despesas de R$ 180 mil com serviços de marketing e audiovisual pagos à GB Mídia MKT Ltda., Rodrigo Pereira Rissi e Yure Cortez Miranda. Segundo a PF, o material apresentado é insuficiente e não comprova a execução dos serviços contratados. A prestação de contas indicou ainda gastos excessivos com materiais impressos: 1,26 milhão de peças produzidas para um colégio eleitoral de cerca de 65 mil votantes — média de 19 unidades por eleitor.
Recurso e defesa dos investigados
A defesa de Flori e Donadoni sustenta que todas as despesas foram comprovadas por notas fiscais idôneas e que o volume de material gráfico faz parte da estratégia de campanha, sem violar qualquer norma eleitoral. O recurso contra a desaprovação das contas segue pendente de julgamento no TRE-RO.
Próximos passos da investigação
A Polícia Federal solicita ao tribunal a autorização para instaurar o inquérito sob supervisão judicial, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (ADI 7.447/PA), que determina a necessidade de autorização prévia em investigações contra prefeitos. O delegado também pede a quebra de sigilo bancário, o rastreamento de transações financeiras e a ampliação do inquérito para incluir fatos conexos e eventuais infrações disciplinares.
Se autorizada, a investigação será conduzida sob acompanhamento direto do TRE-RO, que possui competência para julgar prefeitos em crimes eleitorais. O caso aprofunda o escrutínio sobre a gestão de Flori Cordeiro, alvo de críticas por suposta falta de transparência, e pode ter repercussões nas eleições municipais de 2026.
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