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Polícia Civil cumpre mais de 400 mandados de buscas e apreensões durante operação contra organizações criminosas

Na manhã desta quarta-feira, 07/06/23, a POLÍCIA CIVIL, através da DRACO PASSO FUNDO, deflagrou a OPERAÇÃO FIM DA LINHA, 4ª FASE – DO OIAPOQUE AO CHUÍ, com o cumprimento de 403 mandados de busca e apreensão, 4 prisões preventivas, busca e apreensão de 187 veículos, 7 embarcações e 9 aeronaves. As buscas estão sendo realizadas em 113 municípios de 23 Estados da federação.

Ainda, outros 86 veículos com gravame e indisponibilidade, bloqueio de contas bancárias de 188 de investigados pessoas física/jurídicas e 42 imóveis (TO, RJ, RS, RN, PR, MS, GO) com gravame e indisponibilidade.

EXCETO IMÓVEIS, DEMAIS BENS APREENDIDOS/INDISPONIVEÍS ESTÃO AVALIADOS APROXIMADAMENTE 43 MILHÕES DE REAIS.

A ação contou com o apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, através do Projeto M.O.S.A.I.C.O., viabilizando o trabalho integrado entre as Polícias Civis de 23 Estados da federação (RS, SC, PR, MS, MT, RO, AC, MG, SP, DF, RJ, RR, ES, CE, RN, BA, GO, PA, AM, MA, AP, TO, PI) no enfrentamento à organizações criminosas dedicadas a lavagem de dinheiro vinculadas a facções criminosas atuantes no RS (“os manos”) e também a nível nacional (PCC e Comando Vermelho).

Ainda, a investigação contou com apoio do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), vinculado a Operação Hórus que é uma operação permanente dos Guardiões da Fronteira, visando coibir crimes fronteiriços em todo território nacional.

Estão sendo empregados aproximadamente 1300 policiais civis dos 23 Estados para o cumprimento das 925 ordens judiciais.

  • INÍCIO E OBJETIVOS DAS INVESTIGAÇÕES:
    As investigações começaram no ano de 2021 visando desmantelar Organização Criminosa dedicada ao tráfico de drogas, contrabando de cigarros e armas em diversas regiões do Estado do Rio Grande do sul.

No decorrer das investigações, da Operação “Fim da Linha”, diversas ramificações desta Organização Criminosa foram identificadas, sendo possível comprovar que muitos criminosos comandavam o comércio ilícito de drogas de dentro do sistema prisional, com vinculação, num primeiro momento, à duas das facções criminosas do país: “Os Manos” e “Primeiro Comando da Capital-PCC”.

As investigações culminaram em diversas ações penais em diversas Comarcas do Estado, todas com o objetivo de investigar as subdivisões desta organização criminosa. No curso da investigação policial, foi apurado o líder da célula desta organização criminosa que comandava o tráfico na região norte do estado do Rio Grande do Sul, e partir daí, foram realizadas diversas diligências para verificar quem lhe fornecia as drogas; para quem ele as revendia; quem trabalhava para ele, quem transportava seu dinheiro e o dinheiro que dele partia para as instâncias superiores da facção criminosa.

  • 1ª FASE:
    Em 02 de fevereiro de 2022 deflagramos a primeira fase da Operação Fim da Linha (Inquérito Policial 92/2021/150802-A) que investigava a prática de crimes de Organização Criminosa; Tráfico de Drogas e Lavagem de Dinheiro, oportunidade em que foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão e 35 prisões preventivas.

Tratava-se de uma extensa rede criminosa com ramificações em vários estados da federação e conexões para a remessa de drogas com as cidades de Capitan Baldo; Pedro Juan Caballero e Ciudad Del Este, todas no Paraguai.

Apenas na primeira fase dessa operação, 37 líderes do tráfico foram presos nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul;

  • 2ª FASE:
    Em 10/02/22 foi deflagrada a 2ª fase com cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiania/GO; Campo Grande/MS; Ponta Porã/MS; Itapema/SC; Joinville/SC e Gaspar/SC identificando grupos ligados à Lavagem de Dinheiro oriundo de Organizações Criminosas ligadas ao tráfico de vários estados da federação.
  • 3ª FASE:
    No dia 12/07/22, foi deflagrada a 3ª fase com o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão. Efetuando-se a prisão de mais 18 indivíduos ligados à mesma Organização Criminosa dedicada ao Tráfico Interestadual e internacional de drogas que age na região norte do estado do Rio Grande do Sul.

Nestas 3 fases e no decorrer das investigações (2022 a 2023) a DRACO realizou 65 PRISÕES, cumpriu 110 MBAs, apreendeu 720 KG DE MACONHA e 26,8 KG DE COCAÍNA, além de apreensão de dezenas de veículos e bloqueios de contas bancárias.

Inclusive diversas investigados continuam presos desde a 1ª fase da operação fim da linha.

  • 4ª FASE – INVESTIGAÇÃO DE LAVAGEM DE DINHEIRO:
    A investigação apurou farto conteúdo relacionado ao tráfico de drogas, compra e venda de armas de fogo, contrabando de cigarros e inúmeras operações bancárias, transferências de dinheiro, depósitos, e números de contas bancárias tanto de pessoas físicas, como de pessoas jurídicas, algumas criadas exclusivamente para “lavar o dinheiro” das Organizações Criminosas.

Parte destas contas bancárias e empresas especializadas em lavar dinheiro eram as mesmas que já haviam sido investigadas por delitos semelhantes vinculas às operações da maior Organização Criminosa transnacional com sede no Brasil, porém, em atividade em diversos países, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).

No decorrer da apuração, verificamos a existência de vários “laranjas” de alto escalão, responsáveis por fornecer suas contas bancárias para o recebimento e repasse dos valores advindos do tráfico para outros escalões da organização, considerando que a faccção local de Passo Fundo está vinculada a facção os manos e PCC.

Também foi constatado durante as investigações que vários dos investigados que surgiram com as informações obtidas das quebras de sigilo telefônico são de outros Estados, como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Goiás, Bahia, dentre outros Estados. Da mesma forma, verificou-se a existência de pessoas físicas e jurídicas que funcionam como “laranjas” nos atos de lavagem de dinheiro. Muitas vezes pessoas que movimentam vultosas quantias em dinheiro, mas que moram em locais simples, totalmente incompatíveis com as movimentações. Assim como foi constatada a existência de pessoas jurídicas que são tipicamente “ empresas fantasmas” ou que têm suas contas utilizadas exclusivamente para atos de lavagem de dinheiro.

Foram constatadas diversas transferências eletrônicas para pessoas jurídicas e físicas de todo o país, muitas vezes de valores vultosos, e também a existência de inúmeros depósitos realizados de forma fracionada, geralmente na mesma data, diretamente no caixa, dificilmente identificáveis.

Constatou-se, desse modo, a existência de quatro investigados importantes, sendo os maiores, B, W, V e H. Com efeito, B movimentou em poucos meses a quantia de R$ 6.029.298,27 (seis milhões, vinte e nove mil duzentos e noventa e oito reais e vinte sete centavos). Já W movimentou cerca de R$ 36.512.427,16 (trinta e seis milhões quinhentos e doze mil quatrocentos e vinte e sete reais e dezesseis centavos). H (empresa fanstama) movimentou em poucos meses o montante de R$ 94.913.810,33 (noventa e quatro milhões novecentos e treze mil oitocentos e dez reais e trinta e três centavos). E por fim, V (empresa fanstasma) também movimentou uma quantia alta, em torno de R$ 27.705.177,57 (vinte e sete milhões setecentos e cinco mil cento e setenta e sete reais cinquenta e sete centavos).

Por fim, a Operação Fim da Linha, “Do Oiapoque ao Chuí”, constitui-se em um desfecho de todas as investigações que se iniciaram com o tráfico de drogas e posteriormente a prática da lavagem dos valores oriundos do referido crime antecedente, todos vinculados ao crime organizado.

Em relação aos valores que aportaram na investigação, foi verificada nos extratos consolidados das quebras de sigilo bancário dos alvos uma movimentação de R$ 293.369.842,03 (duzentos e noventa e três milhões, trezentos e sessenta e nove mil, oitocentos e quarenta e dois reais e três centavos), em apenas 9 meses – janeiro a setembro de 2021.

Ainda, foi verificado no curso da investigação mais de 2 bilhões de reais em movimentações “suspeitas”.

Além disso, a investigação apontou, inicialmente que a facção os manos utiliza a “estrutura” do PCC para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas, contrabando de cigarros e outros crimes.

No entanto, durante as analises e diligências, foi possível apurar que estas empresas e pessoas físicas identificadas, além de lavar o dinheiro do PCC, também branqueavam o dinheiro do Comando Vermelho em alguns Estados.

As ramificações em quase todos os Estados da Federação demonstram a capilariedade dessas organizações criminosas, tanto no recebimento, quanto na remessa de valores para criminosos “associados”. Além disso, o esquema o envolve apenas médias ou grandes cidades, mas até em pequenas cidades do Brasil, foram identificados indivíduos que remeteram ou receberam dinheiro do crime organizado, e isto tudo vinculado, principalmente ao tráfico de drogas e armas.

Fonte: Assessoria

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Quem é MrBeast, youtuber que transformou desafios milionários em fenômeno global

Criador domina a internet com vídeos virais, prêmios gigantescos e projetos ambiciosos, enquanto enfrenta críticas e processos judiciais

O nome MrBeast já virou praticamente sinônimo de “dinheiro infinito + desafio maluco” na internet. Por trás do apelido está Jimmy Donaldson, aquele garoto que começou gravando vídeos simples no quarto e hoje basicamente grava produções que parecem finais de Copa do Mundo, só que com prêmio em dólar.

A fama veio na base do exagero: desafios cada vez mais absurdos, gente ficando dias isolada em lugares extremos e competições que fazem qualquer prova de resistência da TV parecer brincadeira de festa junina. Em uma dessas aventuras, ele chegou a apontar a Ilha da Queimada Grande como “o lugar mais perigoso do mundo”, o que já dá o nível de empolgação do cidadão.

O segredo do sucesso? Dinheiro voando mais que fofoca em grupo de WhatsApp. MrBeast distribui prêmios como quem distribui panfleto: casas, carros, viagens e quantias que fariam qualquer boleto desaparecer de alegria. Tem vídeo que custa milhões de dólares — basicamente o PIB de uma cidade pequena investido em entretenimento.

Com o crescimento, o que era um canal virou praticamente uma empresa. Hoje tem equipe grande, roteiro, produção cinematográfica e vídeos que viralizam antes mesmo da gente terminar de assistir. O negócio ficou tão sério que o homem expandiu o império: lançou marcas, entrou no ramo alimentício com a MrBeast Burger (inclusive com operação no Brasil) e ainda criou o reality Beast Games, onde milhares de pessoas disputam prêmios gigantescos.

Mas nem só de dinheiro vive o algoritmo. Outro ponto forte da imagem dele é a filantropia. O youtuber ficou conhecido por ajudar desconhecidos, bancar cirurgias, apoiar comunidades e fazer ações sociais que, convenhamos, dariam inveja em muito político em época de campanha.

Só que nem tudo são views e doações. Nos bastidores, o império também coleciona polêmicas. Ex-funcionários já falaram de um ambiente de trabalho puxado e, em alguns casos, tóxico algo que ele nega. Em 2024, participantes do Beast Games chegaram a acionar a Justiça alegando condições complicadas durante as gravações.

E como notícia ruim sempre gosta de aparecer no feed, o nome dele voltou aos holofotes após a influenciadora Lorrayne Mavromatis processar a empresa Beast Industries nos Estados Unidos. Ela acusa a companhia de assédio, discriminação e retaliação. Do outro lado, a empresa nega tudo e diz que tem provas para contestar.

No fim das contas, MrBeast segue fazendo o que sabe: transformar qualquer ideia em espetáculo milionário. E enquanto isso, o resto do mundo continua assistindo, porque, sejamos sinceros, ninguém resiste a um vídeo que pode terminar com alguém ganhando uma casa do nada.

Fonte: LÉO DIAS

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MOBILIDADE – Centro ganha novas vagas e deve ampliar estacionamento em Porto Velho

Ampliação de vagas em 45º busca melhorar o acesso e a circulação na região central

Quem precisa estacionar no centro de Porto Velho sabe que encontrar uma vaga nem sempre é tarefa fácil. Pensando nisso, a Prefeitura segue ampliando as alternativas para motoristas e comerciantes, com a criação de novas vagas em pontos estratégicos da região central.

Após a retirada do antigo corredor de ônibus, em 2025, a implantação do estacionamento em 45 graus na avenida Sete de Setembro já trouxe impactos positivos, facilitando o acesso e ajudando a movimentar o comércio local. Agora, a proposta é avançar ainda mais com a ampliação desse modelo para outras vias importantes.

De acordo com o planejamento, novas vagas em 45º graus serão implantadas no trecho da rua Marechal Deodoro, entre Paulo Leal e Duque de Caxias, onde atualmente há capacidade para cerca de 45 veículos. Com a readequação da via, considerada larga após estudo técnico da Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran), a oferta deve praticamente dobrar.

Outra via contemplada é a rua Tenreiro Aranha, que já conta com estacionamento em 45º graus entre Paulo Leal e Duque de Caxias e terá a ampliação até a Pinheiro Machado, garantindo cerca de 30 novas vagas.

Além disso, o projeto também prevê a criação de vagas na avenida Sete de Setembro, no trecho entre Paulo Leal e Pinheiro Machado, contribuindo para a geração de mais de 90 novas vagas na região central.

A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à reorganização do trânsito urbano, com foco em oferecer mais comodidade para motoristas e estimular a circulação de pessoas no centro da cidade. O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou que a iniciativa busca melhorar a mobilidade e fortalecer o comércio local.

“Sabemos que estacionar no centro nem sempre é simples, e por isso estamos ampliando as vagas para facilitar o dia a dia da população. Essa é uma forma de revitalizar a região central, incentivar o comércio e tornar a cidade mais acessível. Vamos seguir trabalhando para transformar Porto Velho e avançando com outras melhorias no trânsito na região central da nossa cidade”.

Fonte: PMPV

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CONTROLE AMBIENTAL – Justiça autoriza retomada de abate experimental de búfalos invasores na Amazônia em Rondônia

Ação busca reduzir impacto de espécie invasora em áreas protegidas

A Justiça Federal autorizou o retorno do abate experimental de búfalos invasores em áreas protegidas no Vale do Guaporé, uma ação conduzida pelo ICMBio. O projeto-piloto visa eliminar cerca de 10% dos aproximadamente 5 mil animais, que se reproduzem sem controle e causam danos graves ao meio ambiente.

A decisão judicial reconsiderou a suspensão do abate, destacando que o estudo possui caráter científico e é essencial para avaliar métodos de controle que subsidiarão um plano de erradicação. O povo indígena Tupari, diretamente afetado pela presença dos búfalos, foi consultado previamente e manifestou apoio à iniciativa. Outras comunidades tradicionais não sofrem impactos diretos neste estágio inicial do projeto.

Os búfalos, sem predadores naturais, alteram ecossistemas, prejudicando espécies nativas e modificando cursos de campos alagados. Segundo o biólogo Wilhan Cândido, do ICMBio, o abate é, atualmente, a única alternativa viável, já que não há logística para remoção ou aproveitamento da carne dos animais.

O ICMBio deve apresentar relatórios trimestrais sobre as atividades, enquanto a Funai auxiliará na elaboração de protocolos de consulta para as comunidades indígenas e quilombolas afetadas. A operação acontece em áreas de grande biodiversidade, incluindo a Rebio Guaporé, a Resex Pedras Negras e a Refau Pau D’Óleo, onde famílias já residiam antes da criação das unidades de conservação.

O projeto busca proteger a fauna e flora locais, preservando espécies endêmicas ameaçadas pela proliferação descontrolada dos búfalos.

Fonte: Humor Rondoniense

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