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PF investiga esquema de investimentos ilegais com promessa de lucros e ostentação em Rondônia
Operação Fortuna Fantasma apura instituição financeira clandestina que atuava com contratos falsos e rendimentos acima do mercado
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (21/5), a Operação Fortuna Fantasma, com o objetivo de reunir provas sobre um esquema de investimentos ilegais que operava em Rondônia, prometendo lucros garantidos e rendimentos muito acima dos praticados pelo mercado financeiro.
A ação, autorizada pela Vara Federal de Ji-Paraná (RO), cumpriu um mandado de busca e apreensão e uma medida cautelar de arresto de bens no município, como forma de assegurar a reparação dos prejuízos causados às vítimas.
Esquema de fraude e ostentação
De acordo com a PF, as investigações indicam que, desde 2020, o investigado mantinha uma instituição financeira clandestina, captando recursos de terceiros sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os aportes eram formalizados por contratos amplamente divulgados nas redes sociais, oferecendo promessas de lucros rápidos e retornos “garantidos” — uma prática típica de pirâmides financeiras.
O suspeito promovia sua imagem em redes sociais por meio de ostentação de bens de luxo, viagens internacionais e exibição de riqueza, com o intuito de atrair novos investidores. As apurações já identificaram dez vítimas diretas e um prejuízo estimado em R$ 415 mil, valor que pode aumentar conforme avançam as investigações.
Ação e apreensões
Durante o cumprimento do mandado em Ji-Paraná, documentos, aparelhos eletrônicos e comprovantes de transações foram apreendidos. O material será submetido à análise pericial para identificar a movimentação financeira e a possível existência de lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, a Operação Fortuna Fantasma faz alusão à ilusão criada por promessas de enriquecimento rápido, sustentadas em esquemas sem lastro financeiro real.
Próximos passos
As investigações seguem em andamento para localizar novas vítimas e dimensionar o total dos prejuízos causados. O investigado poderá responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, captação irregular de recursos, estelionato e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 15 anos de prisão.
A PF reforçou que continua atuando para coibir fraudes financeiras e proteger investidores, alertando a população sobre o risco de aplicar dinheiro em projetos que prometem lucros muito acima do mercado e sem autorização da CVM.
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