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PF investiga compra de apoio político de lideranças indígenas durante eleição de 2024 em Rondônia
Operação Flecha Partida apura troca de benefícios por votos em território indígena; mandado de busca foi cumprido em Ji-Paraná
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21/10), a Operação Flecha Partida, com o objetivo de investigar um possível esquema de compra de apoio político de lideranças indígenas durante as eleições municipais de 2024 em Rondônia.
A ação, autorizada pela Justiça Eleitoral, cumpriu mandado de busca e apreensão na cidade de Ji-Paraná (RO), expedido pelo Juízo das Garantias do Núcleo I do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que atua em cooperação com a Justiça Eleitoral de Rondônia.
Suspeita de compra de votos
De acordo com a investigação, iniciada em novembro de 2024, lideranças indígenas teriam recebido benefícios em troca de apoio político, orientando membros das comunidades sob sua influência a votar em determinado candidato. A denúncia chegou aos canais oficiais da PF e foi considerada suficientemente grave para justificar a abertura de inquérito.
As vantagens supostamente oferecidas incluíam recursos financeiros, doações de combustível, alimentos e promessas de cargos públicos em caso de vitória eleitoral. A Polícia Federal trabalha para identificar todos os envolvidos e verificar se houve uso indevido de recursos públicos na ação.
Etapas da operação
Durante o cumprimento do mandado em Ji-Paraná, foram apreendidos documentos, celulares e dispositivos eletrônicos que podem conter provas das tratativas ilícitas. O material será submetido à perícia técnica para análise de mensagens, transferências financeiras e registros de comunicação entre os investigados.
A PF informou que o nome “Flecha Partida” faz referência à ruptura da integridade e da ética esperadas das lideranças indígenas diante da suspeita de envolvimento em práticas de corrupção eleitoral.
Próximos passos
As investigações prosseguem sob sigilo judicial. Se confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por compra de votos, corrupção eleitoral e associação criminosa, conforme previsto na legislação eleitoral e no Código Penal.
A Polícia Federal reforçou que atua em defesa da lisura do processo democrático e que denúncias de crimes eleitorais podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento.
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