Porto Velho
Locomotiva volta a circular em Porto Velho após mais de 20 anos parada
Maria Fumaça Nº 18 é reativada durante comemorações dos 111 anos da capital rondoniense
A locomotiva Maria Fumaça Nº 18 voltou a funcionar nesta quinta-feira (2), em meio às comemorações pelos 111 anos de Porto Velho. O retorno do trem, após mais de duas décadas parado, ocorreu no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e emocionou a população com o som do apito e a fumaça característica.
De acordo com a Prefeitura, a última viagem da locomotiva havia sido registrada em 1999. Agora, em uma primeira etapa, ela percorrerá cerca de 40 metros até o pátio central.
“A nossa Maria Fumaça sair daqui não somente a pitar, não somente sair a fumaça pela caldeira, mas se deslocar até o pátio central, que eu acredito ser o ápice, o fato mais importante da celebração dos 111 anos da nossa cidade”, afirmou o prefeito Léo Moraes.
Projeto de recuperação
A reativação foi conduzida pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), que iniciou os trabalhos em maio deste ano. Técnicos de diversos estados participaram do processo, que envolveu inclusive a confecção de peças novas para substituir componentes furtados ao longo dos anos.
Segundo o engenheiro mecânico Marlon Ilg, presidente da ABPF, o maior desafio foi organizar todo o cronograma em prazo reduzido.
“A gente precisou fabricar peças do zero e montar um cronograma apertado, mas em 40 dias conseguimos avançar e temos confiança de que no dia 2 a locomotiva estaria funcionando”, explicou.
A história da “Ferrovia do Diabo”
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) começou a ser construída em 1907, após o Tratado de Petrópolis (1903), que incorporou o Acre ao território brasileiro. O objetivo era escoar a borracha produzida na Amazônia até os portos internacionais.
A obra contou com milhares de trabalhadores estrangeiros, liderados pelo engenheiro norte-americano Percival Farquhar. O inglês chegou a ser o idioma oficial do canteiro, usado em ordens de serviço, cardápios e até no primeiro jornal da cidade, o The Porto Velho Times.
Mas a construção foi marcada por condições duríssimas: centenas de operários morreram vítimas de doenças tropicais, acidentes e conflitos com povos originários, como os Karipuna e os Mura. Por isso, a ferrovia ficou conhecida como “Ferrovia do Diabo”.
Mesmo diante das dificuldades, a EFMM foi inaugurada em 1912, com 366 km de extensão, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia.
Legado e preservação
A ferrovia funcionou por 54 anos e foi desativada após a queda da produção de borracha, pressionada pela concorrência asiática. Hoje, restam apenas trechos preservados e o complexo histórico às margens do rio Madeira, que simbolizam um período decisivo na formação da capital rondoniense.
A reativação da locomotiva nº 18 é considerada um marco cultural e histórico, reforçando o papel da EFMM na memória coletiva de Porto Velho.
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