Economia
Dólar afunda e Bolsa bate novo recorde com “affair” entre Lula e Trump
A moeda americana caiu 1,10%, a R$ 5,27, menor valor desde junho de 2024. O Ibovespa renovou sua máxima com alta de 0,91%, fechando aos 146.424 pontos.
O tom dos mercados de câmbio e ações nesta terça-feira (23/9) foi dado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o republicano afirmou que concordou em se reunir com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima semana.
A notícia surpreendeu os investidores, que acompanhavam a escalada de tensões entre os dois países. Num primeiro momento, os atritos foram provocados pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA contra produtos brasileiros. Depois, aumentaram com a reação negativa do governo americano à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 23 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de setembro.
Segundo Trump, a decisão de se encontrar com Lula foi tomada após uma breve conversa nos bastidores da ONU. Ele disse ter sentido “excelente química” com o brasileiro durante o rápido abraço e troca de palavras.
Um olho no Copom
De acordo com José Áureo Viana, sócio da Blue3 Investimentos, o mercado iniciou o dia atento à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que confirmou a Selic em 15% e sinalizou cautela.
“Não houve surpresas em relação ao comunicado da semana passada, mas o tom duro afastou expectativas de cortes no curto prazo. Isso explica a abertura mais morna, com dólar em leve alta e Ibovespa andando de lado”, afirmou.
O cenário mudou após as falas de Trump, que reduziram a percepção de risco diplomático e abriram fluxo comprador para ativos brasileiros.
Rumo à máxima histórica
O Ibovespa renovou sua máxima intradiária, ultrapassando os 147 mil pontos. A valorização foi puxada, sobretudo, por grandes empresas de commodities, como Vale e siderúrgicas, que acompanharam a alta do minério e o dólar mais fraco.
As petrolíferas também avançaram, impulsionadas pela alta moderada do petróleo no exterior e pelo otimismo político-diplomático.
Os bancos figuraram entre as maiores altas, beneficiados pela queda nos juros futuros, que melhora a precificação de ativos de crédito. Na ponta negativa, ficaram empresas do varejo e consumo doméstico, ainda pressionadas pela Selic elevada.
Impacto internacional
Para Bruno Shahini, da Nomad, o encontro entre Lula e Trump diminuiu o risco de novas sanções e reforçou a melhora nas relações bilaterais, favorecendo ativos brasileiros.
Além disso, dados dos EUA também influenciaram. O índice PMI caiu de 54,6 em agosto para 53,6 em setembro, menor patamar em três meses, derrubando os juros dos Treasuries e enfraquecendo o dólar globalmente. Esse movimento impulsionou moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o real.
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