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Corrida ao Governo de Rondônia 2026: Possíveis Candidatos e Cenários Prováveis

Sérgio Gonçalves (UB) — Vice-Governador, candidato da continuidade

  • Onde está: reafirmou publicamente a pré-candidatura; Marcos Rocha, atual governador, já disse que sairá para disputar o Senado em 2026 e projetou transição para Sérgio.
  • Forças: máquina estadual, narrativa de continuidade; pauta desenvolvimento/industrialização e equilíbrio ambiental (BR-319, emprego).
  • Riscos: carregar desgaste do governo; disputa pelo mesmo eleitorado “de direita” com PL/bolsonarismo.

Fernando Máximo (UB → possível Podemos ou PL) — deputado mais votado em 2022, outsider administrativo

  • Onde está: anunciou pré-candidatura em 28/07; aparece ao lado do presidente da ALE/RO, Alex Redano (Republicanos).
  • Forças: recall da gestão na Saúde e alto voto em 2022.
  • Riscos: investigações sobre compra de testes de Covid em sua gestão na Sesau podem virar munição adversária.
  • Gatilho: se migrar de partido/alinhar com bloco bolsonarista, pode herdar estrutura e mídia.

Marcos Rogério (PL) — senador, campeão no eleitorado bolsonarista

  • Onde está: diz liderar pesquisas para governador, mas admite que pode disputar reeleição ao Senado “a pedido de Bolsonaro”. Houve inclusive episódio público com Bolsonaro marcando “222” (PL) na jaqueta/camisa.
  • Forças: base consolidada à direita, palanque com Bolsonaro.
  • Gatilho-chave: se ficar no Senado, libera faixa para outro nome do PL; se vier a governador, tende a unificar o campo bolsonarista.

Hildon Chaves (ex-PSDB, cortejado por Republicanos) — ex-prefeito da capital, gestão com bastante controvérsias

  • Onde está: cotado em listas como nome competitivo; impasse partidário pode levá-lo ao Republicanos.
  • Forças: Muitas controvérsias ao deixar a Prefeitura de Porto Velho; perfil gestor.
  • Riscos: sem “carona” clara no bolsonarismo, pode ficar espremido se PL e UB polarizarem.

Adailton Fúria (PSD) — Prefeito reeleito de Cacoal, FENÔMENO NO INTERIOR

  • Onde está: recorrentemente citado como potencial candidato caso deixe a prefeitura.
  • Forças: tração no interior; voto anti-capital.
  • Riscos: estrutura estadual menor que PL/UB; decisão de renunciar.

Confúcio Moura (MDB) — ex-governador, senador

  • Onde está: lembrado nos bastidores como carta “de segurança” do MDB.
  • Forças: nunca perdeu eleição; capilaridade.
  • Riscos: ambiente de 2026 tende a premiar perfis mais à direita; MDB pode priorizar Senado/federações.

Ivo Cassol (PP) — ex-governador, DEPENDE DO XADREZ JURÍDICO

  • Onde está: STF derrubou a liminar que suspendia sua inelegibilidade; ainda assim, há movimentos na Justiça estadual e discussões sobre efeitos da nova lei de improbidade. Situação segue judicialmente incerta.
  • Forças: voto forte no interior; recall.
  • Gatilho decisivo: eventual elegibilidade mudaria todo o cálculo — rouba voto de quem disputa interior/conservador.

Cenários prováveis (e o que observar)

1) Unidade bolsonarista x Continuidade do governo

  • Como acontece: Marcos Rogério decide pelo Senado; PL lança um nome “alinhado” (ou apoia Fernando Máximo se houver migração), enquanto Sérgio Gonçalves herda a máquina e o apoio de Marcos Rocha.
  • Efeito: 2 polos claros — “continuidade” (UB) x “palanque Bolsonaro” (PL/aliados). Terceiras vias (Hildon/Fúria) viram fiéis da balança no 2º turno.

2) Marcos Rogério candidato a governador

  • Como acontece: Bolsonaro banca Rogério para o governo (não para o Senado).
  • Efeito: Rogério tende a unificar a direita e encurralar Gonçalves/Máximo. Hildon precisaria construir um “centro técnico” com Republicanos e parte do empresariado para ir ao 2º turno.

3) Cassol elegível entra no jogo

  • Como acontece: alguma reviravolta judicial reabre caminho para Cassol. Hoje, o quadro não é de elegibilidade — a liminar foi derrubada no STF, mas há movimentos na Justiça local; cenário volátil.
  • Efeito: Cassol aspira voto do interior conservador, tirando força de Rogério/PL e de Fúria. Pode empurrar a disputa a um 2º turno com três candidaturas na casa dos 20-30%.

4) “Terceira via” municipalista (Hildon/Fúria)

  • Como acontece: saturação da guerra PL x UB; prefeitos/lideranças regionais se unem a um perfil gestor.
  • Efeito: discurso de eficiência e capital/interior; precisa de coligação robusta para TV/fundos. Viável se houver desgaste simultâneo de Gonçalves e do polo bolsonarista.

5) Máximo cresce e vira o anti-sistema do campo governista

  • Como acontece: UB não fecha com Sérgio ou há migração partidária de Máximo para um “palanque puro” com apoio popular e do presidente da ALE/RO.
  • Risco crítico: judicialização do passado na Saúde virar tema central.
  • Efeito: rouba base de Rogério no conservadorismo “de resultados” e disputa 2º turno com o candidato que sobrar mais inteiro.

O que mais pode mexer nas projeções (checklist)

  • Decisão final de Marcos Rogério (Senado x Governo) e o grau de interferência direta de Bolsonaro na chapa em RO.
  • Elegibilidade de Ivo Cassol: qualquer decisão mudará alianças no interior.
  • Composição do União Brasil em RO (apoio integral a Sérgio ou divisão com Máximo).
  • Partido de Hildon (se acomodar no Republicanos com uma coligação ampla, vira player imediato).

Leituras dos “matchups” de 2º turno (hoje)

  • Gonçalves x polo bolsonarista (Rogério/PL ou Máximo): tende a ser pleito ideológico + gestão. Vantagem do governo na máquina x mobilização nacional do bolsonarismo.
  • Rogério x Hildon/Fúria: direita ideológica x “gestor de resultados/interior forte”.
  • Cassol x qualquer um: se elegível, joga fora da curva — recall + interior; porém com passivo jurídico midiático.

Como eu acompanharia daqui em diante

Sinais públicos de Marcos Rocha sobre a transição e o tamanho do apoio a Sérgio.

Decisão do PL para 2026 (Rogério no Senado ou Governo).

Confirmações partidárias de Hildon e possíveis alianças com Republicanos/empresariado.

Evolução dos casos jurídicos de Cassol e investigações envolvendo Máximo.

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