Política
Corpo de jovem permanece 7 horas na via após acidente: família aguarda na dor e denúncia é protocolada
Vereador Marcos Combate cobra transparência do governo do Estado de Rondônia após demora na remoção do corpo de Douglas Ferreira da Silva
PORTO VELHO (RO) – Um grave acidente de motocicleta ocorrido na tarde de 20 de janeiro de 2026, por volta das 15h30, na Avenida Guaporé, resultou na morte de Douglas Ferreira da Silva, de 21 anos. No entanto, o corpo do jovem permaneceu exposto na via pública por quase sete horas, gerando revolta na comunidade e acirrando críticas à gestão do Instituto Médico Legal (IML) e ao governo do Estado de Rondônia.
O acidente, que aconteceu próximo ao Hospital Cemêtron, deixou o corpo do motociclista abandonado na pista até as 22h30, quando a equipe do IML finalmente realizou a remoção. Testemunhas e familiares relataram a agonia de esperar horas para que o corpo fosse liberado, enquanto o IML não disponibilizava equipe suficiente para atender à demanda.
“É uma humilhação. O corpo ficou quase sete horas na via, exposto a todos. A família, em desespero, aguardava notícias sobre o horário do sepultamento. Meu irmão é o único que está aqui dentro do IML, e não temos resposta de nada”, declarou emocionado o irmão da vítima, identificado como “Falecido”, durante entrevista ao Mandato Independente.
O vereador Marcos Combate, que atua como vereador independente em Porto Velho, denunciou publicamente a falha na prestação de serviços públicos. Segundo ele, o caso não é isolado e revela uma série de problemas estruturais no atendimento do IML, órgão estadual responsável pela identificação e liberação de corpos.
“Isso é um descaso. É inaceitável que um corpo permaneça estirado no chão por mais de sete horas. O IML chegou somente por volta das 22h30, enquanto o acidente ocorreu às 15h30. Enquanto isso, a família esperava, sem saber se o jovem seria enterrado ou não”, afirmou Combate em vídeo publicado em suas redes sociais.
O vereador protocolou uma representação formal junto ao Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), acusando o governo estadual de “falta grave na prestação de serviço público e violação à dignidade da pessoa humana”. No documento, detalha que a demora na remoção do corpo gerou “profundo desespero e trauma social” para os familiares, que aguardavam desde a tarde sem informações claras.
Contexto crítico
O IML de Porto Velho, oficialmente denominado Instituto Médico Legal Dr. José Adelino da Silva, é responsável por atender a uma população de quase 500 mil habitantes. No entanto, de acordo com Combate, a falta de investimento em recursos humanos e veículos tem agravado a situação. “O governo do Estado não fez concurso público, não adquiriu novos veículos e não comprou novos rabecões. Não há equipes suficientes para atender a demanda”, explicou.
A população de Porto Velho e região enfrenta há anos uma crise no atendimento do IML, com relatos recorrentes de demoras na remoção de corpos e falta de transparência na comunicação com as famílias. O vereador destacou que o caso de Douglas Ferreira da Silva é um exemplo da negligência sistêmica do órgão, que precisa ser fiscalizado.
“O Estado existe para servir à população. Quando falha, precisa ser responsabilizado. Não podemos aceitar que famílias passem por isso. Estamos cobrando o direito de serem tratadas com dignidade”, concluiu Combate, reforçando seu compromisso em buscar justiça para a família.
A mãe da vítima, que está em São Paulo, aguarda ansiosamente a notícia do sepultamento. “Minha mãe está em São Paulo, querendo notícia de quando o corpo do filho vai ser enterrado. É um sofrimento que não tem fim”, disse o irmão, reforçando o apelo por respostas rápidas das autoridades.
Próximos passos
O vereador anunciou que continuará cobrando explicações do governo estadual e do IML, além de orientar a família a buscar apoio jurídico. “Vamos processar o Estado de Rondônia pela humilhação e pelo descaso sofrido”, garantiu.
A reportagem tentou contato com a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDC), responsável pelo IML, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
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