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CASO JULIANA SANTIAGO – Polícia acredita que aluno assassinou professora por rejeição amorosa em Porto Velho
No sábado (7), a Justiça de Rondônia converteu a prisão em flagrante de João em preventiva
A Polícia Civil de Porto Velho acredita que o assassinato da professora Juliana Santiago, de 41 anos, ocorrido dentro de uma sala de aula em uma faculdade particular, tenha sido motivado por uma rejeição amorosa do aluno João Cândido da Costa Junior, de 24 anos. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9), a delegada Leisaloma Carvalho detalhou a principal linha de investigação, descartando a versão do suspeito de um suposto envolvimento amoroso com a vítima.
Juliana, que também era escrivã da Polícia Civil, foi morta com facadas no peito. O jovem, preso em flagrante, alegou inicialmente que mantinha um relacionamento com Juliana e que a sua morte foi motivada pelo fato dela ter reatado com o ex-namorado, o que teria causado um abalo emocional nele. No entanto, a polícia refutou essa versão após analisarem as mensagens trocadas entre os dois, nas quais ficou claro que João queria se envolver com a professora, mas ela impôs limites, deixando explícito que não via a relação como apropriada.
As conversas também indicaram que João Cândido ficou incomodado ao ver uma foto de Juliana com o namorado. Em uma das mensagens, ele afirmou que “perdeu para a concorrência”, evidenciando seu descontentamento com a situação.
No dia do crime, João Cândido aguardou o momento em que estivesse sozinho com Juliana para atacá-la. Ela foi esfaqueada na região torácica e nos seios, com uma laceração no braço direito. A faca usada no crime foi encontrada no local. A polícia não descarta a hipótese de premeditação.
Após cometer o assassinato, João tentou fugir, mas foi contido por um aluno, que também é policial militar, e preso em flagrante. Juliana foi socorrida por colegas e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser atendida.
João Cândido também alegou à polícia que a faca utilizada no crime havia sido um presente da própria vítima no dia anterior, mas a versão não foi confirmada, já que não há provas de que a faca tenha sido entregue por Juliana.
No sábado (7), a Justiça de Rondônia converteu a prisão em flagrante de João em preventiva. O suspeito está detido na Casa de Detenção José Mario Alves da Silva, mais conhecida como “Urso Branco”. O caso segue sob investigação, e a polícia continua apurando todos os detalhes sobre o crime.
Fonte: Humor Rondoniense
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