Política
“A conta chegou”: Samuel Costa critica enganação política e jurídica sobre o pedágio da BR-364, o mais caro do Brasil
Para Samuel, parte da sociedade prefere narrativas confortáveis e ilusórias em vez de encarar a verdade dos fatos
Porto Velho (RO) – O advogado e pré-candidato ao governo de Rondônia Samuel Costa fez duras críticas à forma como setores políticos vêm tratando a concessão e a cobrança de pedágio na BR-364, classificando como “politicagem vazia” as ações judiciais simbólicas e caminhadas que, segundo ele, não enfrentam o problema real nem produzem efeitos concretos para a população.
Para Samuel, parte da sociedade prefere narrativas confortáveis e ilusórias em vez de encarar a verdade dos fatos. “Nem sempre a população quer ouvir a verdade. Muitos preferem falsas promessas e mentiras embaladas como soluções fáceis”, afirmou.
Segundo ele, a concessão da rodovia à empresa Nova 364 é resultado de um projeto concebido ainda em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, com forte protagonismo do então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. “Essa maluquice foi idealizada lá atrás e só penaliza a população. O erro está na origem”, destacou.
Samuel Costa também apontou inobservância e omissão da atual bancada federal de Rondônia, que, de acordo com ele, permitiu a implementação do modelo sem o devido enfrentamento político e técnico. O resultado, afirma, é uma das tarifas de pedágio mais caras do Brasil, aplicada sobre uma rodovia que sequer foi duplicada.
“O tempo de refutar no papel já passou. A empresa joga pesado, tem respaldo jurídico e econômico. Caminhadas e ações judiciais sem estratégia servem mais para enganar o povo do que para resolver o problema”, criticou.
Para Samuel, a única medida com potencial real de pressão seria uma mobilização direta e contundente, como a interdição da rodovia por algumas horas ou dias, com o objetivo de forçar a revisão do valor cobrado. “É duro dizer isso, mas o povo só aprende quando sente no bolso. A conta chegou”, afirmou.
Ele classificou o atual modelo de concessão como “pitoresco”, por transferir os custos imediatamente à população sem garantir, antes, a contrapartida básica de infraestrutura. “Cobrar caro por uma rodovia não duplicada é inverter a lógica do interesse público”, concluiu.
A fala de Samuel Costa reacende o debate sobre a concessão da BR-364 e expõe o contraste entre ações de impacto midiático e medidas efetivas de pressão política, em um tema que afeta diretamente o cotidiano e a economia de Rondônia.
Fonte: Assessoria
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