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Colisão entre carro e moto lidera estatística de atendimento a vítimas de acidentes de trânsito no Samu
O alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo deu origem ao Movimento Maio Amarelo, com objetivo de atrair a atenção da sociedade sobre essa dura realidade e conscientizar que o trânsito deve ser seguro para todos em qualquer situação.
Porto Velho já esteve no topo do ranking como a capital com maior índice de acidente de trânsito do país, no ano de 2008. Dura realidade que levou a Prefeitura de Porto Velho a criar o Comitê Municipal de Segurança Viária, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Composto por 20 diferentes órgãos, o principal objetivo do Comitê, instituído em 2012, foi desenvolver e coordenar ações para reduzir, em no mínimo 50%, os índices de acidentes e mortes no trânsito por grupos de habitantes e de veículos no período de dez anos (2011-2020). Uma meta instituída no Brasil pela Organização das Nações Unidas (ONU) como parte do Plano da Década de Segurança Viária.
O resultado foi muito positivo em Porto Velho. A redução dos acidentes com vítimas não fatais foi de 56,4% em oito anos. E os acidentes com óbitos tiveram queda de 54,8% em dez anos, levando a Capital a ultrapassar a meta global antes do prazo estabelecido pelo Comitê.
Em 2021, de abril a dezembro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu a 1.669 chamados relacionados à ocorrência de trânsito, sendo a maior parte dos casos envolvendo motocicletas e carros com total de 834 ocorrências. Neste mesmo ano, 83 pessoas perderam a vida vítimas do trânsito da capital.
Já em 2022, foram realizados pelo Samu 2.537 atendimentos relacionados a sinistros de trânsito. Choques entre carro e moto se manteve no topo das ocorrências, com 1.250 chamados. E 93 foram os óbitos registrados por acidente de transporte.
De janeiro a 15 de maio deste ano o Samu já atendeu 879 chamados para socorro de vítimas de acidentes de trânsito, sendo 359 entre carro e moto. Até abril, são 28 óbitos em Porto Velho.
De acordo com o diretor do Samu, Raymison Correa da Silva, colisões envolvendo carro e moto vêm se mantendo, ao longo dos anos, o principal responsável pelas estatísticas de acidentes de trânsito, sendo 48% dos atendimentos do serviço.
“Através dos dados, percebe-se que o maior número de sinistros ocorre com o envolvimento de carro e moto em primeiro lugar, queda de moto em segundo lugar, moto e bicicleta em terceiro lugar e atropelamento em quarto lugar”.
AÇÕES
O Samu é um dos integrantes do Comitê Municipal de Segurança Viária e tem atuado para a redução das estatísticas e preservação da vida. “O papel do Samu é incentivar a adoção de boas práticas e encorajar a prevenção de sinistros de trânsito com vistas à redução das ocorrências”.
Através de seu Núcleo de Educação Permanente (NEP), o Samu realiza ações de conscientização envolvendo condutores de veículos, passageiros e pedestres com o pit stop nos principais pontos de sinistros, e simulados de atendimentos às vítimas.
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