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Café robusta de Rondônia sequestra mais carbono do que emite, aponta estudo da Embrapa
Pesquisa mostra que lavouras das “Matas de Rondônia” retiram 2,3 vezes mais CO₂ da atmosfera do que liberam
Agricultura que ajuda o clima
O café robusta produzido nas Matas de Rondônia tem um impacto ambiental positivo: segundo estudo da Embrapa, cada hectare da lavoura sequestra 6,8 toneladas de gás carbônico (CO₂) por ano e emite apenas 2,9 toneladas, resultando em um saldo favorável de 3,8 toneladas de carbono por hectare. Na prática, o café rondoniense retira 2,3 vezes mais carbono da atmosfera do que emite durante o cultivo.
As Matas de Rondônia são uma área de Indicação Geográfica que reúne 15 municípios produtores, entre eles Cacoal, São Miguel do Guaporé e Seringueiras, responsáveis por mais da metade da produção de café do estado. O estudo analisou 250 propriedades rurais e avaliou o balanço de carbono em cada uma delas.
Sustentabilidade na prática
O pesquisador Enrique Anastácio Alves, da Embrapa, explica que o bom desempenho ambiental é resultado de práticas sustentáveis, como cobertura verde, manejo adequado e sistemas agroflorestais.
“Essas práticas criam um microclima positivo, reduzem o estresse das plantas, conservam água e aumentam a matéria orgânica do solo”, afirma o pesquisador.
Ele ressalta que, mesmo quando o carbono capturado retorna à atmosfera com a morte das plantas, parte desse material pode ser reaproveitada como lenha na torra do café, substituindo combustíveis fósseis e mantendo o balanço de carbono positivo.
O biólogo Marcelo Ferronato, da ONG Ecoporé, destaca que, embora o café sequestrante absorva menos carbono do que uma floresta nativa, ele representa um avanço significativo para a sustentabilidade agrícola.
“Um hectare de café compensa as emissões de três carros de passeio em um ano e aproxima o campo de um modelo mais limpo e equilibrado”, observa Ferronato.
Tecnologia e medição do sequestro de carbono
A Embrapa desenvolveu uma calculadora de carbono para medir o saldo ambiental das lavouras. O aplicativo, criado com base em análises de raízes, troncos e folhas de 150 plantas, compara o CO₂ emitido e capturado por hectare.
O produtor responde a perguntas sobre seu sistema produtivo — como uso de adubos, mecanização e secagem — e a ferramenta estima o balanço de carbono anual. O sistema, parte do Projeto CarbCafé, será apresentado na COP 30 como uma das soluções verdes da Amazônia.
Rondônia como referência em café sustentável
Rondônia responde por 87% da produção de café da Amazônia e ocupa o segundo lugar no Brasil no cultivo do robusta, atrás apenas do Espírito Santo. Desde 2021, o café rondoniense possui o selo de Indicação Geográfica, reconhecimento que valoriza o produto cultivado majoritariamente por agricultores familiares (95%).
Com produtividade média de 68,5 sacas por hectare, o estado se destaca como polo de inovação em cafeicultura sustentável. O estudo da Embrapa ainda alerta para os desafios impostos pelas mudanças climáticas, como secas severas e aumento das temperaturas, e defende o uso de clones mais resistentes, economia de água e diversificação das lavouras como caminhos para garantir o futuro da produção amazônica.
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