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CPMI do INSS: empresário do DF afirma que Ferrari apreendida está financiada até 2027
Fernando Cavalcanti negou envolvimento em fraudes e disse que bens de luxo foram adquiridos de forma lícita
O empresário Fernando Cavalcanti, do Distrito Federal, afirmou à CPMI do INSS nesta segunda-feira (6/10) que os carros de luxo apreendidos pela Polícia Federal (PF) em sua residência foram comprados de forma lícita. Entre os veículos, está uma Ferrari vermelha avaliada em cerca de R$ 4,5 milhões, que, segundo ele, ainda está financiada até 2027.
“Os veículos mencionados nas reportagens são de propriedade da minha empresa e estão todos declarados, adquiridos de forma lícita, e alguns ainda estão financiados, como a tão falada Ferrari, que só termino de pagar no final de 2027”, afirmou o empresário durante o depoimento.
A PF apreendeu os veículos, além de oito relógios de luxo e dinheiro em espécie, durante a Operação Sem Desconto, deflagrada em 12 de setembro. A ação faz parte das investigações sobre o esquema de desvios em associações de aposentados ligadas ao INSS.
Origem da investigação
O escândalo do INSS foi revelado pelo portal Metrópoles, em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. O material mostrou que a arrecadação das entidades com mensalidades descontadas diretamente dos benefícios de aposentados havia disparado, atingindo R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações enfrentavam milhares de processos por fraudes nas filiações.
As reportagens resultaram na abertura de inquérito pela Polícia Federal e no início de apuração pela Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Sem Desconto, lançada em abril, culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Depoimento e defesa
Cavalcanti é administrador e CEO da empresa Valestra, voltada a serviços de apoio administrativo, e foi vice-presidente do escritório NW Advogados, de Nelson Wilians, também investigado pela PF. O advogado é apontado como operador financeiro do empresário Maurício Camisotti, um dos principais beneficiários dos desvios apurados.
No depoimento à comissão, o empresário negou ter atuado como “laranja” ou operador de qualquer esquema.
“Nunca fui laranja, operador ou beneficiário de qualquer esquema. Minha atuação sempre foi de gestor. Os pagamentos por mim recebidos eram compatíveis com as funções que eu desempenhava”, declarou.
Cavalcanti afirmou ainda que apenas confirmou a existência de empréstimos entre Camisotti e o escritório de Wilians, os quais estariam sendo pagos até hoje.
“O que tenho de conhecimento sobre a relação entre Nelson Wilians e Maurício Camisotti são esses empréstimos. São pagos até hoje”, concluiu.
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