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Bolsonaro condenado a 27 anos pelo STF. O que acontece agora?

Condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será preso de imediato

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nessa quinta-feira (11/9), Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022. Além do ex-presidente, outros sete aliados foram condenados. O julgamento terminou em 4 a 1. Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela condenação; Luiz Fux, pela absolvição.

Procuradoria-Geral da República (PGR) havia acusado Bolsonaro de chefiar uma organização criminosa armada, tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, praticar golpe de Estado e causar danos a patrimônio da União e tombado. O ex-presidente e os demais réus, também condenados, negam as acusações.

Confira os votos do STF para condenar Bolsonaro e outros 7 réus por todos os crimes

Apesar da pena estabelecida em regime, inicialmente, fechado, Bolsonaro não deve ser preso imediatamente. Isso, porque a execução da pena só ocorre depois do chamado trânsito em julgado, quando todos os recursos possíveis forem analisados.

Publicação do acórdão

Após a conclusão do julgamento, o próximo passo é a publicação do acórdão, documento que formaliza os votos e a decisão dos ministros. Esse prazo pode se estender até 60 dias, mas há possibilidade de ocorrer antes.

Em abril deste ano, por exemplo, o acórdão que tornou Bolsonaro réu foi publicado em apenas 15 dias.

A partir da publicação do acórdão, abre-se o prazo para que as defesas dos condenados apresentem recursos. É esse marco que define o início da próxima fase do processo.

Recursos da defesa

Com o acórdão publicado, a defesa terá cinco dias para protocolar recursos. O primeiro recurso cabível, neste caso, é o embargo de declaração, que serve para apontar contradições, omissões ou erros materiais na decisão. A defesa de Bolsonaro já sinalizou que vai recorrer com esse instrumento, alegando possíveis contradições nos votos.

Esse recurso, no entanto, não muda o mérito da condenação. Ele tem apenas a função de esclarecer pontos da decisão. Durante o tempo em que tramita, ele pode atrasar a execução da pena.

Já os embargos infringentes, que poderiam levar o caso da Primeira Turma ao plenário do STF (composto por 11 ministros), não são possíveis nesse caso. Esse recurso só é admitido quando pelo menos dois ministros da Turma votam pela absolvição. Como apenas Luiz Fux divergiu, o requisito não foi cumprido.

A defesa ainda pode recorrer a pedidos de habeas corpus, alegando fatores como idade ou saúde debilitada. Nessa hipótese, o STF poderia autorizar que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, em vez de regime fechado.

Em nota após o julgamento, a defesa do ex-presidente se manifestou dizendo que “as penas fixadas são absurdamente excessivas e desproporcionais” e que, por isso, depois de analisar os termos do acórdão, “ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional”.

Prisão e execução da pena

A pena imposta pelo STF prevê início em regime fechado, o que significa que Bolsonaro deverá ser conduzido a um estabelecimento prisional. Existe a possibilidade de que seja destinada a ele uma cela especial, como nas instalações da Polícia Federal. No entanto, a chance de permanência no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, não é descartada.

A execução, porém, só ocorrerá depois que os recursos forem julgados. Enquanto isso não acontece, o processo não transitou em julgado e, portanto, não há ordem definitiva de prisão.

A experiência do julgamento do mensalão, em 2013, mostra como esse trâmite pode ser relativamente rápido. Naquele caso, os embargos de declaração foram julgados em cerca de um mês, e José Dirceu, por exemplo, começou a cumprir pena pouco tempo depois.

No caso de Bolsonaro, a expectativa é que a análise dos recursos também seja acelerada, antes de o relator Alexandre de Moraes decidir sobre data e local de cumprimento da pena.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, mas em outro inquérito, que apura a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Essa prisão não está relacionada ao processo da tentativa de golpe.

Inelegível

Além da pena de prisão, a Primeira Turma do STF decidiu tornar inelegíveis por oito anos sete dos oito réus condenados no processo da trama golpista, incluindo Bolsonaro.

O ex-presidente já estava inelegível desde junho de 2023, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Essa punição já o impedia de disputar eleições até 2030.

No entanto, com a nova condenação no STF, o prazo de inelegibilidade foi ampliado: Bolsonaro só poderia voltar a disputar eleições em 2062, já que a restrição passaria a valer após o término da pena. Na prática, ele ficará afastado da política eleitoral por mais de três décadas.

Impactos para eleições de 2026

Esse cenário também tem reflexos imediatos. Preso ou submetido a medidas restritivas, Bolsonaro não poderá participar de campanhas de aliados nem atuar diretamente em eleições, inclusive a de 2026.

Pesquisas de intenção de voto mostram que, neste momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com vantagem contra adversários. Entre os nomes da direita mais bem posicionados, estão Michelle Bolsonaro (PL-DF), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Júnior (PSD-PR).

Anistia

A condenação de Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela Primeira Turma do STF volta os holofotes para o Congresso, no que diz respeito à discussão sobre a anistia. A ideia tem sido impulsionada, principalmente, por parlamentares do PL, partido do ex-presidente.

Segundo aliados, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é esperado em Brasília na próxima segunda-feira (15/9) para reforçar essa articulação. Na semana anterior ao julgamento, ele já havia se reunido com lideranças políticas na capital federal em busca de apoio à proposta. Com a condenação consolidada, a expectativa é que ele volte ainda com mais força a atuar pelo projeto.

Dentro do PL, há duas linhas de defesa para a anistia. A mais radical defende uma medida “ampla, geral e irrestrita”, capaz de atingir não apenas manifestantes do 8 de Janeiro, mas também os condenados apontados como líderes da tentativa de golpe, incluindo Bolsonaro. Nessa versão, a anistia poderia inclusive restaurar a elegibilidade do ex-presidente.

Outra ala, porém, é mais cautelosa e defende um texto restrito, que contemplaria apenas pessoas que participaram dos atos de invasão e depredação, sem estender benefícios àqueles identificados como articuladores do movimento. Essa alternativa teria mais chances de avançar, pois reduziria a resistência política e jurídica.

Chances do projeto da anistia

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), será peça-chave nessa negociação. Ele tem sido pressionado a pautar o requerimento de urgência para a proposta, o que permitiria levá-la diretamente ao plenário, sem passar por comissões. Parte do PL gostaria que a urgência fosse votada já na próxima semana.

Motta, no entanto, tem se mostrado reticente. Além de enfrentar insatisfação por parte dos próprios bolsonaristas, que em outras ocasiões ocuparam o plenário em protesto, ele sabe que a aprovação de uma anistia ampla poderia abrir uma nova crise entre Legislativo e Judiciário, uma vez que anularia os efeitos de uma decisão recente do STF.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou a interlocutores que não vai pautar a anistia, enquanto houver “gritaria” pelo assunto. Ele sinalizou ainda que poderia fazer um texto de “anistia light” de sua autoria, mas nem isso deve avançar em meio ao tumulto político do julgamento de Bolsonaro no STF

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CULTURA – Biblioteca Meirelles preserva histórias e incentiva leitura

Acervo raro e atendimentos reforçam o valor da leitura

Em um tempo em que a informação circula de forma rápida e, muitas vezes, superficial, o livro segue sendo uma das formas mais seguras e profundas de acesso ao conhecimento. Celebrado em 23 de abril, o Dia Mundial do Livro reforça a importância da leitura, da preservação da cultura e do incentivo à formação de novos leitores.

Em Porto Velho, a Biblioteca Municipal Francisco Meirelles é um dos principais símbolos desse compromisso. O espaço abriga um acervo valioso, com obras raras e históricas que ajudam a preservar a memória cultural e intelectual da sociedade.

Entre os destaques estão exemplares que atravessaram séculos, como edições antigas de clássicos da literatura e registros históricos importantes. Cada obra guardada no local representa não apenas conhecimento, mas também um elo entre o passado e as futuras gerações.

De acordo com o diretor da biblioteca, Carlos Augusto, o papel do livro vai além da leitura. “Nem tudo que chega pelo celular é verdadeiro. O livro tem esse papel de preservar a informação com mais segurança e manter viva a nossa cultura”, destacou.

O livro tem esse papel de preservar a informação com mais segurança, destacou Carlos Augusto

Além do acervo, a biblioteca também tem se reinventado para atrair o público. O espaço conta com ambiente climatizado, áreas de leitura organizadas e laboratório de informática com acesso à internet, oferecendo diferentes possibilidades para os usuários.

“Aqui não é só um espaço de livros. É um ambiente pensado para acolher as pessoas, seja para estudar, pesquisar ou até encontrar um momento de tranquilidade”, explicou o diretor.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância do espaço como instrumento de acesso ao conhecimento: “O incentivo à leitura é fundamental para a formação das pessoas. Investir na biblioteca é fortalecer a educação, a cultura e o futuro da nossa cidade”.

Os números mostram que o interesse pela leitura ainda está presente. Nos últimos anos, a biblioteca já realizou mais de 36 mil atendimentos e emprestou cerca de 13 mil livros, demonstrando que, apesar dos avanços tecnológicos, o hábito de ler continua vivo.

Nos últimos anos, a biblioteca já realizou mais de 36 mil atendimentos

Ainda assim, o cenário exige atenção. Segundo Carlos Augusto, o uso excessivo de telas desde a infância pode impactar diretamente o interesse pelos livros. “Muitas vezes, a criança recebe um celular em vez de um livro. Por isso, é fundamental que a família e a escola incentivem esse hábito desde cedo”, alertou.

Espaço está em reforma

Com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, sem intervalo para o almoço, a Biblioteca Meirelles se mantém como um espaço acessível e democrático, aberto a toda a população. No momento, está temporariamente fechada para a conclusão da reforma, com reabertura programada para o dia 28 de abril.

Mais do que um local de leitura, o ambiente se consolida como um ponto de encontro com o conhecimento, onde cada página preservada ajuda a contar a história de quem somos e inspira o futuro de quem ainda está por vir.

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DECISÃO – Acusados de matar delegado são absolvidos após pedido do Ministério Público

Decisão seguiu entendimento de que não havia elementos para condenação

Os jurados da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho absolveram, nesta quarta-feira (22), três acusados de envolvimento na morte do delegado da Polícia Civil José Valney Calixto de Oliveira. A absolvição foi pedida pelo próprio Ministério Público ao final de um julgamento que durou mais de 11 horas.

Édipo Teixeira Pereira, Meyson Vitoriano Auzier e Éricon Fernando Fernandes Guimarães haviam sido denunciados por participação no crime, ocorrido em 24 de julho de 2021. Durante o julgamento, o promotor afirmou que, apesar de indícios sobre um possível complô, não houve provas suficientes para sustentar a condenação.

A defesa também argumentou pela falta de elementos capazes de comprovar a participação dos acusados.

O crime aconteceu em uma chácara na estrada dos Periquitos, na zona Leste da capital. Segundo o processo, após um desentendimento no local, o delegado saiu e depois retornou sozinho. Em seguida, houve troca de tiros, e José Valney foi atingido por quatro disparos na cabeça.

Na mesma ocorrência, Rafael Simão da Silva, gerente de um posto de combustível, também foi baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu em uma policlínica.

Fonte: Humor Rondoniense

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Polícia Civil realiza operação contra grupo que invadia e vendia área protegida em Porto Velho

A operação contou com apoio da Core, da Gerência de Aviação do Estado (Gave/Sesdec), do Batalhão de Policiamento Ambiental e do Ministério Público de Rondônia

Um grupo investigado por invadir, lotear e vender áreas dentro da Floresta Estadual de Rendimento Sustentável Rio Madeira B (FERS Rio Madeira B), em Porto Velho, foi alvo de 15 medidas cautelares cumpridas nesta quarta-feira (22) durante a Operação “Escudo de Cinzas V – Rio Madeira B”, conduzida pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2) da Polícia Civil de Rondônia.

As investigações apontaram que os envolvidos atuavam de forma estruturada, com divisão de funções e coordenação para demarcar lotes, suprimir vegetação nativa, abrir trilhas, extrair madeira ilegalmente e construir moradias dentro da unidade de conservação, que possui cerca de 51 mil hectares.

Para dar aparência de legalidade às atividades, o grupo utilizava associação rural, central de movimentos e cooperativa habitacional, além de captar recursos com base nessas estruturas. A apuração teve início em novembro de 2023, após abordagem de agentes da Sedam e policiais ambientais, com novas incursões em 2025 permitindo identificar a liderança, o núcleo operacional e a divisão funcional entre os investigados.

As medidas cautelares incluem buscas domiciliares, proibição de contato entre investigados e testemunhas e restrição de acesso a unidades de conservação em todo o estado.

A operação contou com apoio da Core, da Gerência de Aviação do Estado (Gave/Sesdec), do Batalhão de Policiamento Ambiental e do Ministério Público de Rondônia, por meio do Gaeco e do Gaema, reforçando a articulação entre órgãos de segurança e controle ambiental no combate a crimes contra áreas protegidas.

Fonte: Humor Rondoniense

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