Justiça dá 72h para Prefeitura de Sapezal explicar cachê de R$ 950 mil pago a Ana Castela
Reprodução/Internet.
A Justiça de Mato Grosso determinou que a Prefeitura de Sapezal, a 480 km de Cuiabá, apresente explicações em até 72 horas sobre o cachê de R$ 950 mil pago pelo show da cantora Ana Castela, marcado para o dia 18 de setembro, durante as comemorações dos 31 anos do município.
A decisão foi proferida na quarta-feira (27/8), após relatório do Ministério Público apontar possível sobrepreço na contratação. O órgão destacou que o valor pago em Sapezal é 27% superior ao de apresentações recentes da artista em outras cidades de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, Ana Castela recebeu R$ 650 mil em Pedra Preta (2024), R$ 750 mil em Sorriso (2024) e R$ 800 mil em Cáceres (2025). Já em Campo Novo do Parecis, cidade vizinha, o cachê foi de R$ 750 mil.
Uma perícia contábil anexada ao processo indicou que a média cobrada pela empresa que representa a cantora, a Boiadeira Music LTDA, para shows de 1h30 — mesma duração prevista em Sapezal — gira em torno de R$ 750 mil.
Com base nesses dados, o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães determinou que a prefeitura justifique o valor do contrato. Após a manifestação do município, o caso seguirá para análise na Vara Única de Sapezal.
Virginia revela novo diagnóstico e torce por recuperação: “Vou tratar e vai dar certo”
Influenciadora contou que já enfrentou o problema antes e destacou importância de agir rapidamente
A influenciadora Virginia Fonseca apareceu nas redes sociais nesta quarta-feira (22) para dar aquele susto básico nos seguidores e, logo em seguida, tentar acalmar geral. Ela contou que foi diagnosticada novamente com um problema que já tinha dado as caras antes: a tal da Alopecia areata.
Mesmo com a preocupação dos fãs, Virginia mostrou que não perdeu a fé e já correu pra resolver a situação. Segundo ela, percebeu uma nova falha no couro cabeludo e decidiu começar o tratamento imediatamente, porque aqui o lema é não deixar o problema crescer mais que fofoca em grupo de WhatsApp.
“Apareceu uma alopecia em mim, gente, de novo”, contou ela nos stories. E como quem já passou por isso sabe o caminho das pedras, completou: “Na época da base da WePink me surgiram três, tratei e ficou tudo certo! Agora com essa vou tratar e vai dar certo também, se Deus quiser”.
E já que tocou no assunto, a influenciadora aproveitou pra relembrar aquele episódio de 2023 envolvendo um produto da sua marca WePink, que virou assunto na internet. Na época, rolou crítica, polêmica e, segundo ela, até queda de cabelo entrou no pacote do estresse.
Virginia contou que, mesmo passando pelo perrengue, tentou manter a pose de plena. “Passei muito mal com essa base, me deu alopecia, buraco na cabeça, caiu o cabelo. E eu plena em Miami, fingindo que estava tudo bem, tudo maravilhoso, ninguém via por trás”, relembrou.
De acordo com o médico que acompanha o caso, Alessandro Alarcão, o problema pode estar ligado ao famoso vilão da vida moderna: o estresse. Segundo ele, identificar a causa rapidamente e começar o tratamento cedo faz toda diferença, já que a condição pode aparecer de várias formas.
Ou seja, entre um stories e outro, fica o recado: às vezes o cabelo cai, mas a fé e o bom humor seguem firmes — porque se depender da internet, drama mesmo é ficar sem Wi-Fi.
Caso D4vd: laudo de autópsia revela causa da morte de adolescente de 14 anos
A morte de Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, ganhou novos desdobramentos após a divulgação do laudo de autópsia pelas autoridades do Condado de Los Angeles. Segundo o relatório oficial, a causa da morte foi determinada como “múltiplos ferimentos penetrantes”, embora os objetos responsáveis não tenham sido identificados.
De acordo com promotores, a adolescente teria sido assassinada pelo músico indie pop D4vd, cujo nome legal é David Burke. O corpo da jovem foi encontrado em setembro, desmembrado e acondicionado em sacos para cadáveres dentro do porta-malas de um veículo Tesla registrado em nome do artista. Um segundo saco com outros restos mortais também foi localizado no mesmo local.
O relatório do legista aponta a presença de dois ferimentos penetrantes no torso, possivelmente causados por arma branca, além do desmembramento dos membros superiores e inferiores. No entanto, os peritos destacaram que a análise foi prejudicada por “extensas alterações pós-morte”, incluindo o avançado estado de decomposição, o que impossibilitou determinar o horário exato da morte.
As autoridades mantiveram essas informações sob sigilo durante parte da investigação. A divulgação ocorreu após decisão judicial no mesmo dia em que D4vd se declarou inocente das acusações de homicídio em primeiro grau e outros crimes.
Segundo a promotoria, Celeste desapareceu em abril de 2025, após ir a uma residência alugada pelo músico na região de Hollywood Hills. O carro onde os restos mortais foram encontrados permaneceu abandonado por semanas em um bairro próximo, até ser rebocado para um pátio de apreensão. Funcionários do local relataram um forte odor vindo do veículo, o que levou ao acionamento das autoridades.
A família da vítima já havia registrado seu desaparecimento anteriormente. Em nota, o advogado dos pais afirmou que eles estão “absolutamente devastados” com os resultados da autópsia.
D4vd, que ganhou notoriedade em 2022 após viralizar no TikTok com músicas gravadas no celular — incluindo o sucesso “Romantic Homicide” — construiu uma carreira ascendente no cenário indie, chegando a se apresentar no festival Coachella em 2025.
Durante audiência recente, sua defesa, liderada pela advogada Blair Berk, afirmou que “as provas concretas demonstrarão que David Burke não assassinou Celeste nem foi responsável por sua morte”.
Já o promotor Nathan Hochman declarou que os investigadores acreditam que o músico mantinha um relacionamento sexual com a adolescente, o que levou à inclusão de acusações adicionais, como crimes sexuais e mutilação de cadáver.
O caso segue em investigação e deve avançar nas próximas etapas judiciais, enquanto levanta forte comoção pública e questionamentos sobre as circunstâncias da morte da jovem.
Crítica: “Michael” é um espetáculo emocionante, mas tem medo da verdade
Jaafar Jackson e Colman Domingo dominam a tela em uma experiência sensorial estrondosa que, apesar de emocionar os fãs, ameniza o histórico brutal da família
A dura tarefa de colocar nas telas do cinema a vida do maior showman de todos os tempos por muitos anos foi cercada de dúvidas e chegou a ser vista como um verdadeiro campo minado. Ainda assim, o diretor Antoine Fuqua decidiu encarar o desafio e estreia a aguardada cinebiografia Michael, um projeto que já nasce carregado de expectativas monumentais.
Com sessões especiais disponíveis desde terça-feira (21/4) em diversos cinemas do Brasil, o longa entrega um espetáculo musical eletrizante, impulsionado por atuações marcantes. Ao mesmo tempo, a produção tropeça ao tentar promover uma espécie de higienização da trajetória do protagonista.
Logo no início, o jovem Juliano Krue Valdi conquista o público com uma interpretação impactante de Michael Jackson na infância. Sua presença em cena impressiona, especialmente nas sequências musicais que retratam os primeiros ensaios do artista, criando momentos arrepiantes e cativantes.
O trabalho de direção de elenco se mostra fundamental para estabelecer uma conexão convincente entre o jovem intérprete e Jaafar Jackson, outro grande destaque da produção. Mesmo sendo estreante, Jaafar superou o ceticismo inicial e entrega uma atuação que foge da simples imitação. Ele absorve a essência do tio, revelando vulnerabilidade e genialidade com naturalidade. O resultado é magnético, com um desempenho corporal e vocal que, por si só, já justifica a experiência de assistir ao filme no cinema.
Quem também se destaca é Colman Domingo, que assume o papel do patriarca Joe Jackson. Sua atuação é intensa e complexa, trazendo à tona um homem movido por uma ambição sufocante, cuja rigidez ajudou a moldar o talento do filho ao mesmo tempo em que provocava danos psicológicos profundos.
No entanto, é justamente nesse ponto que a cinebiografia revela uma de suas maiores fragilidades. Ao longo dos anos, os relatos sobre Joe Jackson foram muito mais duros do que o retratado na tela. A segunda metade do filme sofre com problemas de ritmo e saltos temporais convenientes, evidenciando uma tentativa de suavizar e desviar de questões mais delicadas.
Essa escolha narrativa acaba afastando o longa de uma abordagem mais visceral. Em vez disso, a obra opta por uma estética de proteção, evitando explorar temas que poderiam gerar debates mais complexos sobre a vida pessoal e pública de Michael Jackson.
A direção de Antoine Fuqua acerta ao destacar aspectos marcantes da trajetória do artista, como o interesse por animais e o desejo de ajudar crianças. Porém, permanece a sensação de que faltou coragem para aprofundar temas mais controversos.
Nia Long interpreta Katherine Jackson, mãe do cantor, e sua presença levanta questionamentos sobre o papel de equilíbrio dentro de uma relação familiar tão conturbada. Com o envolvimento crescente do público nessa fase da história, aumenta também a expectativa de que possíveis continuações abordem questões mais sensíveis.
Do ponto de vista técnico, Michael é uma experiência sensorial que pede para ser vivida na tela grande. A direção acerta ao resgatar a energia única que Michael Jackson exercia sobre multidões, transformando o filme em um espetáculo sonoro e visual.
É uma produção grandiosa, pensada para ser sentida no volume máximo, como se o espectador estivesse diante de uma apresentação ao vivo do Rei do Pop. Mesmo com o roteiro evitando mergulhar nas turbulências que marcaram sua trajetória, o filme entrega emoção e deve agradar principalmente aos fãs, que encontrarão ali um retrato vibrante do legado musical de um dos maiores artistas da história.