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Economia

Tarifaço de Trump derruba exportações e força indústrias no Brasil a conceder férias coletivas

O mercado americano é considerado estratégico para o setor de madeira processada Foto: Freepik (imagem ilustrativa)

O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos já provoca forte impacto em setores exportadores do Brasil. Empresas da indústria madeireira, calçadista e de armamentos registraram queda nas vendas e passaram a adotar férias coletivas como alternativa inicial para conter custos e evitar demissões em massa.

No setor de madeira, empresas acumulam estoques sem destino, já que contratos com o mercado norte-americano foram suspensos ou cancelados. A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) afirma que muitas companhias não têm mais espaço para armazenar mercadorias. A Millpar, segunda maior do ramo no país, chegou a conceder férias coletivas em sua unidade de Quedas do Iguaçu (PR), mas, diante da crise, encerrou as atividades no local para concentrar a produção em Guarapuava.

“O cenário exige decisões difíceis, mas necessárias para garantir a sustentabilidade do negócio e preservar parte dos empregos”, disse Ettore Giacomet Basile, presidente da empresa.

Situação semelhante atinge outros segmentos. A Polimetal, fornecedora da Taurus, colocou 33 de seus 50 trabalhadores em férias coletivas em São Leopoldo (RS). A fabricante de armamentos afirmou que está transferindo parte da produção para os Estados Unidos como estratégia para reduzir os impactos da sobretaxa. No setor calçadista, empresas também decretaram férias coletivas.

Risco de demissões

Segundo Paulo Pupo, superintendente da Abimci, as demissões ainda são pontuais, mas o fôlego das empresas é curto: “O setor tem uma ou duas semanas antes de tomar medidas mais radicais”.

Empresários avaliam alternativas como banco de horas, antecipação de feriados, acordos com sindicatos e até programas de demissão voluntária (PDVs). Porém, sem uma solução para o tarifaço ou abertura de novos mercados, demissões em massa são consideradas inevitáveis.

Pressão sobre o governo

Representantes das indústrias afetadas pedem apoio mais efetivo do governo federal, a exemplo das medidas adotadas durante a pandemia. A Medida Provisória lançada pelo governo Lula prevê R$ 30 bilhões em crédito e benefícios tributários em troca da manutenção de empregos, mas empresários reclamam da falta de clareza sobre como o auxílio funcionará na prática.

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) já encaminhou ao vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin propostas como a redução temporária de jornada e salários, além da suspensão de contratos de trabalho com pagamento de auxílio emergencial custeado pela União.

“Precisamos de mecanismos que preservem os empregos até que a crise seja superada”, afirmou Haroldo Ferreira, presidente-executivo da entidade.

Economia

Justiça do Rio decreta falência da Oi com dívida de R$ 1,7 bilhão

A Oi, que passou por uma grave crise de liquidez desde 2016, teve sua operação móvel adquirida por outras operadoras e sua rede de fibra óptica repassada à V.tal

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (10) a falência do Grupo Oi, após quase dez anos de recuperação judicial. A decisão foi tomada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que apontou a insolvência técnica e patrimonial da empresa, que acumula dívidas de cerca de R$ 1,7 bilhão e possui receita mensal de apenas R$ 200 milhões. O patrimônio da companhia foi considerado “esvaziado”.

A sentença determina a liquidação dos ativos da Oi para maximizar os valores destinados ao pagamento dos credores, com a continuidade provisória das atividades até que outros fornecedores assumam os serviços essenciais de telecomunicações.

A falência também abrange as controladas Portugal Telecom International Finance (PTIF) e Oi Brasil Holdings. A operação será conduzida pelo escritório Preserva-Ação, que já atuava como administrador judicial. A juíza criticou a gestão da Oi, afirmando que a empresa foi “esvaziada por completo” durante o processo de recuperação.

A Oi, que passou por uma grave crise de liquidez desde 2016, teve sua operação móvel adquirida por outras operadoras e sua rede de fibra óptica repassada à V.tal. A decisão visa garantir a continuidade dos serviços e a preservação dos ativos restantes da empresa.

Fonte: Humor Rondoniense

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Economia

Alta histórica: prata supera US$ 50 e alcança maior valor em 45 anos

Foto: Olivier Le Moal / iStock / Getty Images Plus - Matéria com informações do Metrópoles

Metal acumula valorização de mais de 70% em 2025, impulsionado pela corrida por ativos de segurança e escassez no mercado internacional

Recorde no mercado global

O preço da prata ultrapassou US$ 50,85 por onça nesta quinta-feira (9), atingindo o maior patamar desde 1980. A cotação avançou mais de 4% em um único dia e já acumula alta superior a 70% em 2025, acompanhando a valorização do ouro e refletindo o aumento da busca global por ativos de refúgio.

Motivos da valorização

De acordo com analistas, o movimento é resultado da incerteza fiscal nos Estados Unidos e do aquecimento excessivo das bolsas de valores, fatores que levam investidores a priorizar aplicações mais seguras. A escassez do metal em mercados como Londres, somada ao aumento do custo de empréstimos, também contribuiu para sustentar a escalada dos preços.

Demanda crescente e uso industrial

Além de ser um ativo de investimento tradicional, a prata tem grande importância industrial, especialmente nos setores de painéis solares e turbinas eólicas, que respondem por mais de 50% da demanda global. Segundo estimativas do mercado, 2025 será o quinto ano consecutivo em que a procura deve superar a oferta, reforçando o cenário de valorização contínua.

Tendência

Especialistas destacam que a alta da prata está inserida no chamado “comércio da desvalorização”, em que investidores se afastam das moedas tradicionais e buscam alternativas como ouro, prata e criptomoedas. O movimento reflete uma estratégia global de proteção diante das incertezas econômicas e geopolíticas.

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Economia

Focus: mercado reduz projeção de inflação deste ano para 4,81

Foto: Breno Esaki/Metrópoles - Matéria com informações do Metrópoles

Para 2026, previsão aponta índice dentro da meta

O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (29/9) pelo Banco Central (BC), mostrou que o mercado financeiro reduziu ligeiramente a projeção para a inflação deste ano, de 4,83% para 4,81%. Apesar da queda, a estimativa segue acima do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2026, a previsão também recuou, passando de 4,29% para 4,28%, índice dentro do intervalo de tolerância (1,5% a 4,5%) e mais próximo da meta central de 3%. Já para 2027 e 2028, as projeções seguem em 3,90% e 3,70%, respectivamente.

Regime de meta contínua

Desde 2024, o país adota o regime de meta contínua, em que a inflação é medida de forma acumulada em 12 meses. Caso o índice ultrapasse o teto por seis meses consecutivos, considera-se que a meta não foi cumprida. Em junho, o acumulado chegou a 5,35%, representando o primeiro estouro no novo modelo.

Para agosto, os analistas projetam alta de 0,56% no IPCA, índice oficial da inflação. O resultado de setembro será divulgado em 9 de outubro.

PIB mantido

As projeções do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram inalteradas em relação à semana passada:

  • 2025: 2,16%
  • 2026: 1,80%
  • 2027: 1,90%
  • 2028: 2%

No segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 0,4%, em desaceleração frente à alta de 1,3% registrada no trimestre anterior, segundo o IBGE. A expansão foi puxada pelo setor agropecuário.

A projeção de mercado para 2025 está alinhada às expectativas oficiais: o Ministério da Fazenda prevê alta de 2,3%, enquanto o BC estima expansão de 2%.

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