Política

Vereador Marcos Combate Revela: Pedágio na BR-364 é “Imposto Camuflado” que Impacta o Bolso de Todos os Rondonienses

O vereador independente Marcos Combate, conhecido por seu trabalho de fiscalização e transparência, levantou um debate crucial sobre o impacto dos pedágios na economia do Estado de Rondônia

ORTO VELHO (RO) – O vereador independente Marcos Combate, conhecido por seu trabalho de fiscalização e transparência, levantou um debate crucial sobre o impacto dos pedágios na economia do Estado de Rondônia. Em uma reportagem exclusiva, ele detalha como as taxas cobradas na BR-364, principal via de escoamento de mercadorias do estado, são repassadas indiretamente ao consumidor final, tornando-se um “imposto camuflado” que afeta até quem não possui carro.

A Relação entre Pedágio e Custo de Vida

Segundo Combate, 100% dos alimentos consumidos em Rondônia – desde frutas, verduras e ovos até carne e produtos industrializados – chegam aos supermercados por meio da BR-364. “Não temos ferrovia, não temos hidrovia estruturada. Tudo entra por essa estrada, e o custo do pedágio vai direto para o preço da comida”, explica.

O vereador destacou valores específicos cobrados na rodovia:

Carro comum (2 eixos): R$ 144,80 somente de ida (Porto Velho a Vilhena);

Caminhão de 6 eixos: R$ 868,80 por trecho;

Carreta de 9 eixos: R$ 1.303,20.

“Esses valores são repassados para o consumidor. Mesmo quem não tem carro paga o pedágio, porque ele aparece no preço da carne, dos ovos, do combustível e até dos eletrodomésticos”, ressalta.

Infraestrutura Precária e Falta de Alternativas

Combate reforça que a dependência exclusiva da BR-364 para transporte de mercadorias é um gargalo crítico. “Rondônia não possui ferrovias ou hidrovias funcionais. Isso torna o pedágio uma carga inevitável, que acaba sendo uma espécie de ‘taxa sobre a sobrevivência’ para a população”, afirma.

Ele também critica a falta de transparência na aplicação dos recursos arrecadados. “O pedágio é um serviço público, mas os valores cobrados não são justificados. Precisamos de uma auditoria para entender onde esse dinheiro vai parar”, defende.

Chamado à Consciência Coletiva

O vereador conclui com um alerta: “O problema não é só do caminhoneiro ou do motorista. É de todos. Quando você paga mais caro pela cesta básica, está pagando pelo pedágio. É hora de cobrar políticas públicas que reduzam essa carga sobre o cidadão comum”.

Contexto e Repercussão

A BR-364, vital para a economia de Rondônia, liga o estado ao restante do país. Porém, os pedágios, geridos por concessionárias privadas, têm sido alvo de críticas por seus valores elevados e pela falta de investimentos em melhorias na via.

Marcos Combate, que se autodenomina “vereador independente”, tem usado redes sociais e ações parlamentares para pressionar por mudanças. Sua campanha #MandatoIndependente ganha força à medida que mais cidadãos reconhecem a relação direta entre os custos da rodovia e a inflação dos produtos essenciais.

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