EUA

Trump concede Medalha Presidencial da Liberdade a Charlie Kirk, morto em ataque em setembro

Foto: Kevin Dietsch/Getty Images - Matéria com informações do Metrópoles

Viúva do ativista recebeu a maior honraria civil dos EUA em cerimônia na Casa Branca

Homenagem póstuma na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta terça-feira (14/10) a Medalha Presidencial da Liberdade — maior honraria civil do país — ao ativista conservador Charlie Kirk, fundador da organização Turning Point USA. A condecoração foi entregue postumamente à viúva, Erika Kirk, em cerimônia na Casa Branca.

A data escolhida para a homenagem coincidiu com o dia em que o ativista completaria 32 anos. Em seu discurso, Trump exaltou a trajetória de Kirk e o descreveu como “um guerreiro destemido pela liberdade e um patriota americano da mais profunda convicção”.

Reconhecimento e emoção
O republicano destacou a influência de Kirk entre os jovens conservadores norte-americanos e classificou o assassinato do ativista como “um ataque à liberdade de expressão e aos valores dos Estados Unidos”.

“Charlie foi assassinado no auge de sua vida por falar a verdade com ousadia, por viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte”, afirmou Trump.

Ao entregar a medalha a Erika Kirk, Trump elogiou a coragem da viúva, que recentemente assumiu a liderança do Turning Point USA. “É uma honra estar acompanhado de uma mulher que suportou dificuldades indizíveis com uma força inacreditável. Erika, seu amor e coragem inspiram toda a nação”, disse.

Erika agradeceu a homenagem e ressaltou o legado do marido: “O apoio do presidente Trump e de milhões de americanos nos dá forças para continuar o trabalho que Charlie iniciou.”

Presença internacional
O presidente da Argentina, Javier Milei, que havia se reunido com Trump mais cedo, permaneceu na Casa Branca para participar da cerimônia. O gesto simbolizou o alinhamento político entre os dois líderes e o apoio mútuo em pautas de direita.

Histórico da honraria
Criada em 1963 pelo presidente John F. Kennedy, a Medalha Presidencial da Liberdade reconhece indivíduos que contribuíram de forma excepcional para a segurança nacional, a cultura, os direitos civis ou a paz mundial.

O assassinato de Charlie Kirk
Kirk foi baleado em 10 de setembro, enquanto discursava em um evento estudantil na Universidade Utah Valley, em Orem (Utah). O tiro partiu de um prédio localizado a cerca de 180 metros do auditório. O ativista chegou a ser socorrido em estado crítico, mas morreu horas depois no hospital.

O atirador, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso no dia seguinte. Segundo o FBI, o DNA do suspeito foi encontrado na arma usada no crime, um rifle de alta potência. Próximo ao local, os investigadores encontraram munições com frases provocativas escritas à mão, incluindo “Ei, fascista! Pegue!” e “Oh bella ciao”.

A morte de Charlie Kirk provocou ampla comoção entre políticos conservadores e líderes religiosos, que o classificaram como “mártir da liberdade de expressão”.

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