Para quem pedala pelas estradas de Porto Velho, Waldirene Miranda, de 58 anos, era conhecida carinhosamente como “Dona Wal”. Mais do que uma ciclista, ela havia transformado o pedal em parte da rotina e em uma forma de cuidar da saúde e aproveitar a vida.
Na manhã de domingo (23), a trajetória de Waldirene foi interrompida de forma trágica. Ela morreu após ser atropelada por uma carreta na BR-319, nas proximidades da ponte sobre o rio Madeira.
Dona Wal era presença conhecida nos grupos de ciclismo da capital e costumava aproveitar as manhãs de fim de semana para sair de bicicleta pelas estradas da região.
Para os amigos, o ciclismo não era apenas exercício. Era também um espaço de convivência, amizade e momentos compartilhados. Waldirene era lembrada pelo bom humor, disposição e pela alegria de estar entre outros ciclistas.
A notícia da morte causou comoção na comunidade ciclística de Porto Velho e deixou uma sensação de perda entre aqueles que dividiam os caminhos com ela.
A tragédia também reacende a preocupação com a segurança dos ciclistas nas rodovias, especialmente em trechos de intenso movimento de caminhões e carretas.
Mais do que a vítima de um acidente, Dona Wal deixa a lembrança de uma mulher que encontrou no ciclismo uma maneira de cuidar de si, cultivar amizades e viver com mais saúde e disposição.







