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PF prende diretor da ANM por fraude em autorizações ambientais

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado - Matéria com informações da Agência Brasil

Operação Rejeito investiga esquema que teria movimentado R$ 1,5 bilhão com exploração irregular de minério

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (17/9), o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira, suspeitos de fraudes em autorizações e licenças ambientais. A ação, batizada de Operação Rejeito, foi deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpriu 79 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, os dois integrariam um esquema para liberar, de forma irregular, a exploração de minério de ferro em áreas tombadas e próximas a zonas de preservação em Minas Gerais, “com graves consequências ambientais e elevado risco social”, de acordo com nota da PF.

Como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Federal, os investigados manipulavam processos de licenciamento, corrompiam servidores de órgãos estaduais e federais e lavavam o dinheiro obtido com as atividades ilícitas. O grupo teria faturado ao menos R$ 1,5 bilhão. A Justiça Federal determinou o bloqueio desse valor nas contas dos envolvidos.

Além de Trivellato e Teixeira, outros 20 suspeitos foram alvo de mandados de prisão preventiva. Por ordem judicial, todos os que ocupam cargos públicos foram afastados de suas funções.

Os crimes investigados incluem:

  • corrupção ativa e passiva
  • crimes ambientais
  • usurpação de bens da União
  • organização criminosa
  • lavagem de dinheiro
  • embaraço à investigação

Perfis dos presos

Caio Mário Trivellato Seabra Filho, advogado especializado em direito ambiental, ingressou na ANM em 2020. Foi assessor, superintendente e, a partir de 2023, integrou a diretoria colegiada da agência.

Rodrigo de Melo Teixeira ingressou na PF em 1999 e ocupou cargos de chefia, incluindo a superintendência em Minas Gerais e a Diretoria de Polícia Administrativa. Ele também atuou na área de segurança pública do governo mineiro e presidiu a Fundação Estadual do Meio Ambiente.

Notas oficiais

A ANM informou que tomou conhecimento da operação pela imprensa e aguarda comunicação formal para cumprir eventuais medidas. O órgão reforçou compromisso com a legalidade e a colaboração com as autoridades.

O Serviço Geológico do Brasil declarou que não comenta processos em andamento, mas reafirmou seu compromisso com ética e transparência.

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