A implementação do pedágio eletrônico Free Flow na BR-364, em Rondônia, tem gerado polêmica no Brasil sobre custos, tecnologia e justiça tarifária. O sistema, que substituirá as tradicionais praças de pedágio por pórticos com sensores e câmeras, promete agilizar o tráfego, mas enfrenta críticas, principalmente por sua dependência de tecnologia e seu impacto sobre motoristas sem acesso a smartphones ou internet.
O modelo já está em funcionamento no Rio Grande do Sul, onde gerou uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar irregularidades, como a falta de fracionamento tarifário e a aplicação de multas indevidas. A CPI aponta falhas na comunicação com os usuários, que não sabem como ou onde pagar as tarifas, resultando em penalidades, muitas vezes de forma injusta.
Em Rondônia, a situação é semelhante. Muitos motoristas, especialmente em áreas rurais, podem não ter acesso aos recursos necessários para o pagamento das tarifas. Isso levanta preocupações sobre multas e penalidades, principalmente para trabalhadores que dependem da rodovia para o deslocamento diário. Além disso, especialistas questionam a aplicação de multas de trânsito para cobrar tarifas, o que pode gerar complicações jurídicas e sociais.
O Ministério Público já está atento aos impactos negativos que o sistema pode causar à população local e exige ajustes antes de sua implementação total. O debate sobre o modelo Free Flow continua em expansão, e a CPI no Rio Grande do Sul reforça a necessidade de mais transparência e ajustes para garantir a justiça tarifária e a acessibilidade ao sistema.
Fonte: Humor Rondoniense







