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PCC teria movimentado R$ 1 bilhão em motéis e postos de combustíveis, diz investigação

Foto: Divulgação/SSP - Matéria com informações da Jovem Pan

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (25) a Operação Spare, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, a facção teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão por meio de postos de combustíveis, hotéis e motéis em diferentes cidades do estado.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em 35 endereços, com apoio da Polícia Militar e da Secretaria da Fazenda. Segundo os órgãos, cerca de 60 motéis registrados em nome de laranjas movimentaram mais de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024, com indícios de fraude em distribuições de lucros e compra de imóveis de alto valor.

Esquema de lavagem

Além dos motéis, o esquema também envolvia postos de combustíveis adulterados, restaurantes, administradoras e franquias. Esses estabelecimentos movimentaram R$ 4,5 bilhões no mesmo período, mas recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos federais, percentual considerado muito inferior ao do setor.

As investigações apontam que a facção contava com contadores próprios e utilizava uma fintech já identificada na Operação Carbono Oculto, realizada em agosto, para mascarar a origem ilícita dos valores.

Suspeitos e bens

O empresário Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho, é apontado como líder do esquema. Ele teria usado empresas patrimoniais e de fachada para justificar um patrimônio incompatível com sua renda declarada. Entre os bens investigados estão iate, helicópteros, uma Lamborghini e terrenos avaliados em mais de R$ 20 milhões.

Segundo a Receita Federal, os valores descobertos representam apenas uma parte do patrimônio real da organização.

Origem da investigação

As apurações tiveram início após a apreensão de maquininhas de cartão em jogos de azar em Santos. A análise revelou que as transações estavam conectadas a postos de combustíveis e que os recursos eram transferidos para contas ligadas à fintech usada pelo PCC.

De acordo com o MP-SP e a Receita, a operação evidencia a estratégia de infiltração da facção criminosa na economia formal, utilizando empresas aparentemente legítimas para escoar recursos provenientes do tráfico e de outros crimes.

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