A partir desta segunda-feira, 12, os motoristas que trafegam pelo trecho da BR-364 entre Porto Velho e Vilhena, em Rondônia, passarão a pagar pedágio eletrônico, com tarifas que podem chegar a até R$ 35,40. A cobrança, autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), será feita pelo sistema Free Flow, que promete reduzir filas e facilitar o pagamento, mas levanta uma série de questionamentos sobre a efetividade do modelo, especialmente porque as grandes obras prometidas ainda não saíram do papel.

Embora a tarifa seja uma das mais altas do país, o pedágio chega antes das melhorias estruturais prometidas pela concessionária Nova 364, que venceu o leilão com um desconto de 0,05% na tarifa e assumiu a responsabilidade por importantes obras de infraestrutura. Segundo a empresa, já foram investidos mais de R$ 360 milhões em pavimentação, sinalização e outras melhorias no trecho, mas as obras de duplicação, construção de faixas adicionais e passarelas ainda não foram concluídas.

Com sete pontos de cobrança ao longo do trajeto, o pedágio será feito sem a necessidade de paradas, através do sistema de pedágio eletrônico, com a possibilidade de pagamento por aplicativo, site ou totens instalados nas bases de atendimento. No entanto, a principal crítica recai sobre o fato de que o valor elevado está sendo cobrado antes da entrega das prometidas melhorias na rodovia, como a duplicação de trechos e a construção de passarelas, itens essenciais para garantir maior segurança e fluidez no tráfego.

A tarifa de pedágio varia conforme o tipo de veículo, sendo que carros, caminhonetes e furgões pagarão entre R$ 5,40 e R$ 35,40 em cada ponto de cobrança. Além disso, a concessionária oferece descontos para quem utilizar a TAG, mas a cobrança ainda levanta uma grande preocupação com os custos para o contribuinte rondoniense, que terá que arcar com a tarifa enquanto aguarda a conclusão das obras.

A inclusão de isenções para motocicletas, ambulâncias e veículos oficiais, embora importante, não diminui o impacto da cobrança sobre a população em geral, que, além de pagar pelo pedágio, terá que esperar pelos resultados das obras que deveriam ser concluídas antes da implementação do pedágio.

Com a chegada do pedágio, a cobrança sobre o bolso do contribuinte rondoniense aumenta, mas as melhorias estruturais da BR-364, essencial para o escoamento da produção agrícola e a segurança dos motoristas, ainda estão em processo. O questionamento é claro: será que os investimentos realmente acompanharão a cobrança, ou o pedágio será mais uma conta que a população terá que pagar enquanto aguarda por obras que ainda estão longe de se concretizar?

Fonte: Humor Rondoniense