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Ministra francesa é alvo de nova investigação sobre joias não declaradas

Foto: Sylvain Lefevre/Getty Images - Matéria com informações do Metrópoles

O Ministério Público de Paris abriu, nesta terça-feira (16/9), uma investigação contra a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, por suposta omissão de 19 joias avaliadas em cerca de R$ 3,7 milhões de suas declarações de patrimônio desde 2017. A apuração foi encaminhada à Brigada Financeira e Anticorrupção da Polícia Judiciária.

Segundo a lei francesa, membros do governo devem informar todos os bens e interesses à Alta Autoridade para a Transparência na Vida Pública (HATVP), incluindo joias cujo valor unitário ultrapasse € 10 mil (cerca de R$ 62,8 mil). Reportagens do Libération e do site Blast apontaram que Dati teria omitido peças avaliadas entre € 420 mil e € 600 mil.

“A investigação aberta após denúncias de possível infração de não declaração foi confiada à brigada financeira e anticorrupção”, informou o MP.


Relação com outro caso de corrupção

Dati já enfrenta um processo por suspeita de corrupção e tráfico de influência no caso envolvendo Carlos Ghosn, ex-CEO da Renault-Nissan. O MP afirma que ela recebeu cerca de € 900 mil (R$ 6 milhões) entre 2010 e 2012, quando era deputada no Parlamento Europeu, por meio de supostos contratos de consultoria usados para mascarar lobby junto a autoridades da União Europeia — prática proibida para parlamentares.

A audiência preliminar desse processo está marcada para 29 de setembro, em Paris.


Reações e defesa

Até o momento, Rachida Dati, que também é candidata à prefeitura de Paris, não se manifestou sobre a nova investigação. Em maio, ao ser questionada sobre as acusações, declarou:

“Não tenho nada a regularizar. Nunca fui considerada culpada em nenhuma declaração. Portanto, não vai começar hoje.”

O Palácio do Eliseu afirmou que respeita a presunção de inocência e que a ministra permanece no cargo enquanto as apurações prosseguem.

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