O Ministério da Defesa negou, nesta terça-feira (26), que o Brasil tenha elaborado qualquer operação para resgatar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos contra o governo chavista.

A resposta veio após o portal DefesaNet publicar, no domingo (24), uma reportagem sobre a suposta “Operação Imeri”. Segundo o site, o plano teria como objetivo retirar Maduro da Venezuela, com participação da Marinha e da Aeronáutica brasileiras, diante da movimentação militar norte-americana na região.

Em nota, a pasta afirmou que “não há qualquer plano ou operação em curso ou em elaboração nos termos mencionados”.

Reunião em Bogotá

De acordo com o portal, a suposta operação teria sido discutida em 21 de agosto, em Bogotá (Colômbia), durante encontro entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, na cúpula da OTCA/CELAC.

O Itamaraty, no entanto, informou que o tema nunca esteve na pauta da reunião, que tratou de assuntos comerciais, tarifas norte-americanas e desafios regionais de segurança.

Pressão dos EUA

O governo norte-americano vem ampliando a pressão contra Maduro. Desde julho, os Estados Unidos acusam o presidente venezuelano de chefiar o cartel de drogas Los Soles. A gestão de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do líder chavista.

Navios de guerra também foram deslocados para áreas próximas à Venezuela, como parte da estratégia dos EUA, que classificaram o cartel como grupo terrorista. A medida abre precedentes para operações militares em outros países sob a justificativa de combate ao terrorismo.

Apesar das acusações, Maduro nega as denúncias e acusa Washington de agir por interesses imperialistas. Parte da comunidade internacional, no entanto, contesta a legitimidade de seu governo, alegando fraude nas últimas eleições.