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Metanol: venda de bebidas cai após casos de intoxicação, diz pesquisa

Foto: Pablo Jacob/Governo de SP - Matéria com informações do Metrópoles

Levantamento mostra queda de quase 20% nas vendas em São Paulo; destilados são os mais afetados

A venda de bebidas alcoólicas em São Paulo caiu de forma expressiva na última semana, em meio à crise de intoxicações por metanol que preocupa autoridades e consumidores.
Segundo levantamento da consultoria Varejo 360, divulgado neste sábado (4/10), as vendas totais recuaram 19,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O impacto foi maior entre os destilados, especialmente os associados aos casos de contaminação, como vodca, gin e whisky. Nesse grupo, a queda chegou a 21,3%.

A comercialização de cervejas também teve forte recuo — 20,1% —, enquanto vinhos e espumantes caíram 9,6%, e aguardente, 10,5%.
O whisky foi a única categoria que registrou leve alta, de 0,5%, possivelmente por ser percebido como produto de menor risco.


📊 Variação nas vendas — 39ª semana do ano

(comparação com o mesmo período de 2024)

  • Cerveja: – 20,1%
  • Destiladas: – 21,3%
  • Vinhos e espumantes: – 9,6%
  • Whisky: + 0,5%
  • Vodca: – 19,3%
  • Gin: – 1,9%
  • Aguardente: – 10,5%

🚨 São Paulo é o epicentro dos casos

O estado paulista concentra a maioria das notificações de intoxicação por metanol no país.
Até este sábado (4/10), o Ministério da Saúde confirmou 195 casos suspeitos, com 13 mortes em investigação — sendo duas já confirmadas na capital.

A Prefeitura de São Paulo informou que as vítimas são dois homens, identificados como Ricardo Lopes Mira, empresário atendido na rede privada, e Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, que faleceu no Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio, no Tatuapé.

Atualmente, há 162 casos em investigação no estado, distribuídos em 27 municípios. A capital lidera o número de notificações, com 75 casos sob análise e 11 já confirmados.


⚠️ Crise afeta hábitos e consumo

O medo de novas intoxicações tem alterado o comportamento dos consumidores, reduzindo a frequência em bares e festas.
Especialistas afirmam que o cenário deve persistir até que as investigações policiais e sanitárias identifiquem as origens do álcool adulterado e restabeleçam a confiança do público.

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