Notícias
Metanol: governo compra novo antídoto do Japão para tratar intoxicação

Brasil adquire 2.500 tratamentos de Fomepizol; medicamento chega na próxima semana
O governo federal anunciou neste sábado (4/10) a compra de 2.500 tratamentos do Fomepizol, um medicamento utilizado no tratamento de intoxicação por metanol. O produto foi adquirido junto a uma empresa japonesa, por meio de intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
“O Ministério da Saúde já fez a aquisição de 2.500 tratamentos de Fomepizol junto ao primeiro produtor internacional, empresa do Japão”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva realizada em Teresina (PI).
De acordo com o ministro, os medicamentos devem chegar ao Brasil ao longo da próxima semana, reforçando o plano emergencial de combate à intoxicação que vem afetando diversos estados.
🧪 Brasil passa a contar com dois antídotos
Com a nova compra, o país passa a contar com dois antídotos disponíveis para tratar vítimas de intoxicação por metanol: o Fomepizol e o etanol farmacêutico.
Mais cedo, Padilha já havia informado sobre a aquisição de 12 mil novas ampolas de etanol farmacêutico, além das 4.300 já em estoque estratégico nos hospitais universitários.
“Nós adquirimos mais 12 mil ampolas no laboratório nacional, garantindo o reforço do estoque estratégico do SUS”, destacou o ministro.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também encaminhou aos estados e municípios a lista das 609 farmácias de manipulação com capacidade para produzir o antídoto de forma emergencial.
⚠️ Crise nacional de intoxicação
O reforço na compra dos antídotos ocorre em meio ao avanço dos casos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol. Até este sábado, o Ministério da Saúde contabiliza 127 casos suspeitos e 11 confirmações laboratoriais em 12 estados brasileiros.
O metanol, substância usada ilegalmente na produção de bebidas alcoólicas falsificadas, é altamente tóxico e pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte.
“Estamos agindo de forma rápida e coordenada para garantir que todos os hospitais de referência tenham acesso aos antídotos necessários”, concluiu Padilha.