Fofocas
Lula manda Trump não se meter nas eleições do Brasil: “Bolsonaro já está preso”
O presidente brasileiro defendeu a rapidez do sistema eleitoral do país, criticou novas tarifas comerciais e entregou um documento provando que armas ilegais vêm de Miami

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deixou barato as recentes declarações de Donald Trump sobre o cenário político brasileiro. O petista exigiu respeito à soberania nacional, ironizou a aliança do norte-americano com a família Bolsonaro e utilizou o atual cenário judicial do país, citando diretamente as prisões do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, para rebater as críticas.
Em conversa com jornalistas, o político foi direto ao ponto ao comentar a preferência de Trump por seus adversários políticos. Para o petista, o republicano tem todo o direito de nutrir simpatia pelos Bolsonaros, mas isso não lhe dá passe livre para interferir na democracia nacional.
“Para mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. Afinal de contas, gosto não se discute”, iniciou o presidente. Por outro lado, ele traçou uma linha clara sobre a autonomia do país: “Não se meta nas eleições do Brasil, porque é um problema do Brasil. A única coisa que eu quero é o respeito pelo Brasil que eu tenho pelos Estados Unidos”.
Lula ainda afirmou que a visão de Trump sobre o território brasileiro é limitada e distorcida justamente por conta dessa aliança política. Em tom de desafio sobre a pauta de segurança pública e extradição, o mandatário disparou: “O Bolsonaro já está preso. Quer combater o crime organizado? Entreguem os bandidos brasileiros para a gente poder prender, a Polícia Federal está para ir lá… Até o Ramagem já foi preso, mas eles soltaram”.
Lição de casa e a promessa da urna eletrônica
A lentidão do sistema eleitoral estadunidense, frequentemente alvo de polêmicas, virou munição para Lula. O presidente exaltou a eficiência da Justiça Eleitoral brasileira e o modelo de apuração, que entrega os resultados do país inteiro em poucas horas, contrastando com o modelo americano que ainda depende de “voto no papel”.
“Não tem país no mundo que os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, garantiu o presidente. Sobrou até espaço para o deboche diplomático ao finalizar a declaração: “Se tem alguém que tem que aprender com as eleições civilizadas no Brasil, é o meu amigo Trump. Na próxima vez, eu vou levar a urna eletrônica para mostrar para ele como é que ela funciona”.
Fonte: Leo Dias