Conhecida como “Maria Fumaça”, a Barão do Rio Branco voltou a apitar e emocionar moradores no Complexo da Madeira-Mamoré
Após mais de duas décadas em silêncio, a Locomotiva 18, batizada como Barão do Rio Branco, voltou a soltar fumaça e ecoar seu tradicional apito nesta quinta-feira (2), durante as comemorações pelos 111 anos de Porto Velho. O retorno da “Maria Fumaça” aos trilhos do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) foi o ponto alto da celebração, marcando um reencontro histórico entre a cidade e suas origens.
O evento teve início com um culto ecumênico, reunindo líderes religiosos e a comunidade em um momento de reflexão e agradecimento. Logo depois, sob aplausos e gritos de emoção, a locomotiva voltou a se mover — um espetáculo aguardado há 23 anos.
“É uma emoção muito grande. É uma felicidade que não tem explicação”, disse o aposentado André Silva, de 67 anos, que acompanhou o retorno do símbolo histórico.
Para Amanda Ribeiro, de 23 anos, que estava acompanhada da mãe, o momento foi inesquecível.
“Nunca tinha visto a Maria Fumaça funcionando. É a história da nossa cidade ganhando vida diante dos nossos olhos”, afirmou.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância simbólica da reativação da locomotiva, considerada um marco na preservação da memória cultural da capital.
“Há 23 anos não ouvíamos o apito dessa Maria Fumaça. Hoje, a nossa história voltou a respirar. Essa é a sensação de dever cumprido — é resgatar a identidade e o orgulho do povo porto-velhense”, declarou o gestor.
O apito da Barão do Rio Branco ecoou como uma viagem no tempo, lembrando o período de prosperidade da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, conhecida como a “Ferrovia do Diabo”. A locomotiva, símbolo da força e da resistência dos trabalhadores que construíram Porto Velho, volta agora como um elo vivo entre o passado e o presente.







