Rondônia aparece em destaque em um levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) sobre motoristas que possuem algum tipo de restrição ou adaptação registrada na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Entre 2015 e 2024, foram identificadas 289.503 CNHs com anotações em todo o país. Quando os números são comparados com a população de cada estado, Rondônia apresenta a maior proporção: 658 carteiras com anotação para cada 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Tocantins, com 526, e Mato Grosso do Sul, com 471.

O levantamento, baseado em dados do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), também mostra uma forte relação entre idade e necessidade de restrições. 53,7% das CNHs com anotações pertencem a condutores com 45 anos ou mais, sendo 28,9% na faixa de 45 a 59 anos e 24,8% entre pessoas com 60 anos ou mais.

Entre as anotações mais comuns estão a exigência de lentes corretivas, veículos com transmissão automática e adaptações na direção. Em muitos casos, as restrições permitem que pessoas com determinadas condições de saúde ou limitações físicas continuem dirigindo com segurança.

Segundo especialistas ouvidos no levantamento, o crescimento também está relacionado ao envelhecimento da população, ao avanço dos veículos adaptados e à maior especialização dos exames de medicina do tráfego.

Os dados ajudam a mostrar que uma restrição na CNH não significa necessariamente deixar de dirigir, mas pode representar a necessidade de adaptações e cuidados específicos para tornar a condução mais segura. Em Rondônia, a proporção registrada chama atenção e coloca o estado no topo desse indicador nacional.