O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (22) a segunda fase da Operação “Labirinto de Bronze”.

A nova etapa é resultado do avanço das investigações iniciadas em maio e apura, em tese, crimes de lavagem de dinheiro e constituição e manutenção de milícia privada.

Nesta fase, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, um mandado de busca e apreensão em Ariquemes e medidas cautelares contra uma das investigadas. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.

Segundo o MPRO, a análise de celulares e documentos apreendidos na primeira fase revelou novos indícios de uma estrutura armada e hierarquizada, com divisão de tarefas e suposta atuação em conflitos fundiários. As diligências também teriam identificado outros envolvidos e um possível esquema de ocultação patrimonial.

MAIS DE R$ 48 MILHÕES EM BENS

A investigação também levou a uma nova medida de bloqueio patrimonial. A Justiça determinou o sequestro de 50% das quotas, direitos societários e econômicos de uma empresa sediada em Aparecida de Goiânia (GO), após o MPRO apontar participação econômica de um dos investigados na empresa, embora ela estivesse formalmente registrada em nome de terceiro.

Na primeira fase, as medidas patrimoniais já haviam alcançado mais de R$ 48 milhões, incluindo bloqueios financeiros, imóveis, veículos e 1.611 cabeças de gado.

A operação conta com apoio da Polícia Civil, Politec e da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco).

O MPRO informou que as investigações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos e rastrear o patrimônio supostamente relacionado às atividades investigadas.