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ICMBio retoma abate experimental de búfalos invasores em áreas protegidas de Rondônia
Os búfalos não são nativos do Brasil e, sem predadores naturais, se reproduzem sem controle

O ICMBio retomou, nesta segunda-feira (18), o abate experimental de búfalos invasores em áreas protegidas no Vale do Guaporé, em Rondônia. A ação havia sido suspensa pela Justiça Federal em março, poucos dias após o início, mas uma nova decisão autorizou a continuidade do projeto.
A operação faz parte de um estudo piloto que prevê a eliminação de cerca de 10% dos aproximadamente 5 mil búfalos invasores que vivem na região. Nesta nova etapa, realizada até quarta-feira (20), controladores de fauna sobrevoam a área de helicóptero para realizar o manejo dos animais.
Segundo o ICMBio, o objetivo é testar os métodos mais seguros e eficientes de abate, avaliar os impactos ambientais e reunir dados para a elaboração de um plano definitivo de erradicação da espécie.
Os búfalos não são nativos do Brasil e, sem predadores naturais, se reproduzem sem controle. De acordo com especialistas, eles provocam danos graves ao ambiente, como alteração de áreas alagadas, destruição da vegetação e ameaça a espécies nativas da fauna e da flora.
Os animais vivem entre a Reserva Biológica do Guaporé, a Resex Pedras Negras e a Refau Pau D’Óleo, no oeste de Rondônia, uma região considerada sensível por reunir características da Amazônia, do Pantanal e do Cerrado.
O caso também envolve disputa judicial. O Ministério Público Federal havia questionado a falta de um plano de controle mais detalhado e a ausência de consulta a comunidades tradicionais. Ao reavaliar o caso, a Justiça entendeu que o projeto piloto tem caráter científico e é necessário para orientar futuras decisões.
Apesar da polêmica, o ICMBio sustenta que o abate é, no momento, a única alternativa viável, já que a área é isolada, de difícil acesso e não há logística para retirar os animais vivos ou mortos.
Fonte: Humor Rondoniense