Um homem australiano, na casa dos 40 anos, alcança um marco na medicina ao viver por 105 dias com um coração artificial de titânio enquanto aguardava um transplante. O paciente, que preferiu não ser identificado, sofria de insuficiência cardíaca grave e recebeu o implante em novembro de 2024 no Hospital St. Vincent’s Sydeney

O dispositivo utilizado, conhecido como BiVACOR, é um coração artificial totalmente feito de titânio, projetado para substituir completamente as funções do coração humano. Este dispositivo possui uma única peça móvel — um rotor levitado por ímãs — que bombeia sangue para o corpo e os pulmões, eliminando a necessidade de válvulas.

Após uma cirurgia de seis horas, o paciente se recuperou e, em fevereiro de 2025, tornou-se a primeira pessoa no mundo a receber alta hospitalar com um coração artificial desse tipo. Ele conseguiu viver em casa por cerca de um mês antes de receber um coração de doador em 6 de março de 2025. Atualmente, ele está se recuperando bem.

Este caso representa um avanço significativo no campo dos transplantes cardíacos, destacando que os corações artificiais como o BiVACOR podem, no futuro, servir como alternativas viáveis ​​para pacientes que aguardam doadores humanos. O sucesso deste procedimento abre caminho para novas possibilidades no tratamento de insuficiências cardíacas graves.