Política

Governo adia votação da MP que substitui aumento do IOF para evitar derrota no Congresso

Medida precisa ser votada até quarta-feira (8) nas duas Casas; texto já passou por comissão com placar apertado

Recuo estratégico do Planalto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adiar a votação da Medida Provisória (MP) nº 1.303/2025, que cria uma alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Apesar de ter sido aprovada nesta terça-feira (7) por uma comissão especial, o receio de derrota no plenário da Câmara fez o Executivo recuar.

O placar na comissão foi 13 a 12, decidido por um voto, e acendeu o alerta no governo. Agora, líderes da base tentam garantir apoio voto a voto entre deputados e senadores para evitar que a medida seja rejeitada.

Prazo e risco de caducidade

A MP precisa ser votada até as 23h59 desta quarta-feira (8) em ambas as Casas — Câmara e Senado — para não perder a validade. Caso não avance, o governo ficará sem o instrumento de substituição ao aumento do IOF, impactando diretamente a previsão de arrecadação para o próximo ano.

Atuação de Haddad no Senado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi pessoalmente ao Senado para se reunir com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), numa tentativa de destravar as negociações e garantir que o texto avance.

Impacto na arrecadação

Mesmo com a aprovação na comissão, o governo sofreu um revés fiscal: a estimativa de arrecadação, inicialmente calculada em R$ 20 bilhões para 2026, caiu para cerca de R$ 17 bilhões após ajustes feitos no parecer final. O Planalto tenta reverter parte dessa perda durante as discussões no plenário.

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