Nesta segunda-feira, 10 de março de 2025, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,8521, atingindo o maior valor de fechamento no mês. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,7732 pela manhã e uma máxima de R$ 5,8716 à tarde.

Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma queda de 0,41%, fechando aos 124.519,38 pontos.

Esses movimentos refletem uma aversão global ao risco, desencadeada por temores de uma possível recessão nos Estados Unidos. Esses temores foram intensificados após o presidente Donald Trump evitar responder diretamente sobre a possibilidade de uma recessão iminente, mencionando que o país passaria por um “período de transição” devido às medidas econômicas adotadas por seu governo.

Nos mercados internacionais, Wall Street sofreu fortes quedas: o índice Nasdaq caiu 4%, o Dow Jones recuou 2,08% e o S&P 500 teve uma baixa de 2,69%. Essas perdas foram atribuídas às disputas tarifárias e à crescente ansiedade sobre uma possível paralisação do governo federal, aumentando os temores de que a economia norte-americana possa estar entrando em recessão.

A volatilidade nos mercados internacionais e a incerteza sobre a saúde econômica dos EUA contribuíram para a valorização do dólar frente a moedas emergentes, incluindo o real, e para a queda nos principais índices acionários.